As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Festival do Rio (18)/E hoje à noite o Redentor vai para…

Luiz Carlos Merten

13 Outubro 2015 | 10h17

RIO – Confesso que estou preparado para o pior, e o pior seria (será?) a não vitória de Aspirantes, de Ives Rosenfeld, hoje à noite, no Festival do Rio. Aproveito para corrigir uma informação que coloquei no jornal. A premiação desta noite não será no Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, onde ocorreu ontem a cerimônia de encerramento, com o filme de Pablo Trapero, El Clan. A entrega dos troféus Redentor será no auditório do BNDES, na Rua Chile. Gostaria muito que o júri presidido por Walter Carvalho outorgasse seu prêmio maior ao longa do estreante Rosenfeld, mas sinto que a maré está mais para Boi Neon, de Gabriel Mascaro, do qual também gosto bastante. Tem gente jogando suas fichas em Juliano Cazarré para melhor ator. O cabra é bom, mas torço por Ariclenes Barroso, o garoto de Aspirantes. Aproveito para contar uma história. Vejam como são as coisas. Uma amiga, que não viu Boi Neon, queria saber detalhes da cena de Cazarré com o cavalo, se era mesmo muito forte. Como? Haviam-lhe contado que Cazarré faz sexo com o cavalo. Com a grávida, sim. Com o cavalo, não. Tem um lance de masturbação, mas não ‘sexo’. Fiz piada (não resisto) – guria, ele é o cavalão. Kkkk. Glória Pires é forte candidata por sua Nise, mas não me importaria de ver Carla Ribas bisar seu prêmio de melhor atriz, que já ganhou por A Casa de Alice, por Campo Grande, e olhem que não gostei muito do filme de Sandra Kogut, que flerta com Central do Brasil, sem chegar lá. Mas sou sincero. Na eventualidade de uma não vitória de aspirantes, daria, para compensar, todos os prêmios de interpretação ao elenco de Ives Rosenfeld – Ari, Júlia Bernat, Sérgio Malheiros, Karine Teles. Mas há, claro, Tudo Que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado. O filme inspirado na história real da criação da orquestra sinfônica de Heliópolis poderia (pode?) levar tudo, e não seria nenhum escândalo. Confesso que temia pelo discurso edificante do filme, que Machado e seus roteiristas dosam com uma sutileza que remete aso Brasil real, na derradeira cena – uma história de cartão de crédito, que você poderão conferir na Mostra. Tudo Que Aprendemos estreia em 3 de dezembro, distribuído pela Fox. Uma semana mais tarde, 10, estreia El Clan, também da Fox. E, na Mostra, o filme de Sérgio Machado terá duas exibições muito especiais. Dia 3 de novembro, na Sala São Paulo, com direito a apresentação da Osesp, importante na trama. E dia 7, em Heliópolis, ao ar livre, com a orquestra sinfônica de lá. E vamos ao(s) Redentor(es). Estou bem ansioso, admito.