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Festival do Rio (16)/Belo programa duplo

Luiz Carlos Merten

12 Novembro 2018 | 08h26

RIO – Foi um belo domingo de sol, ontem, aqui no Rio, após dias chuvosos. As praias lotaram, mas eu, que só curto mar e areia à distância, e com os olhos, Preferi recuperar, à tarde, filmes brasileiros que havias perdido. Ambos passavam no mesmo cinema – a sala 1 do Kinoplex São Luiz, no Largo do Machado. Emendei A Voz do Silêncio, de André Ristum, com O Olho e a Faca, de Paulo Sacramento. Gostei muito de ter visto os dois, gostei dos filmes, mas também não estou seguro de haver gostado dos títulos. A Voz do Silêncio faz sentido, mas eu preferiria ver o filme rebatizado como Lua de Sangue, porque o eclipse é fundamental no desfecho dramático, unindo todas aquelas vidas (à deriva?). E o filme do Sacramento – gostei da forma fria e organizada como ele conta uma vida que se desorganiza. E pensei em Valerio Zurlini, A Primeira Noite de Tranquilidade, sendo que, no Zurlini, que Carlos Reichenbach amava, a tranquilidade era a da morte e, no Sacramento, a possibilidade de vida, expressa no sorriso que afasta o corvo. Agora, chega, estou indo para o aroporto. De volta à casa.