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Festival do Rio (11)/Meus encontros notáveis

Luiz Carlos Merten

08 Outubro 2015 | 13h32

RIO – Tenho encontrado muita gente bacana, atores e diretores, no Festival do Rio. Na maioria das vezes, conversamos brevemente. Mas tenho feito ótimas entrevistas. Com Catherine Hardwicke, diretora de Já Sinto Saudades. Com Hal Hartley, que veio ao Rio ministrar uma master class. Com a neta de Salvador Allende, que fez um filme sobre o avô. E com Thierry Michel, documentarista belga que filmou na favela há 28 anos e não esqueceu o português que aprendeu então. Michel mostra aqui seu documentário sobre o Dr. Mukwedge, O Homem Que Conserta Mulheres. No Congo, onde o estupro é usado como arma de guerra, Dr. Mukwedge já assistiu 40 mil mulheres. Maria do Rosário Caetano ia querer pegar em armas depois de ver o filme. Michel falou bastante sobre a trilha – Bach, cantos congoleses e música composta para Dr. Mukwedge. Ele apresenta seu filme dia 21 no Congresso norte-americano, em Washington, e dia 23, na ONU, em Nova York, ou as datas serão 23 e 25? Preciso confirmar. Seu personagem, como Betinho no Brasil, como a dra. Nise, é daquelas figuras que fazem a diferença. E Michel me contou histórias incríveis. Foi colega de faculdade de Jean-Luc e Pierre Dardenne em Liège. Tem fotos muito engraçadas dos três bêbados. E ele também contou como seu cinema de guerrilha já o levou a ser preso em diversos países. Ele próprio é personagem de um filme chamado O Homem de Areia, feito por um espanhol. Prometeu me enviar o DVD. Espero que não se esqueça.