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Festival de Brasília (3)/Boca de Ouro, agora por Daniel Filho

Luiz Carlos Merten

25 de novembro de 2019 | 22h40

Ia fazer outro post, mas resolvi manter a sequência e fazer meu terceiro post consecutivo sobre o Festival de Brasília. Voltei hoje e já emendei com uma cabine na Universal, que conto depois. Fiquei três dias em Brasília, sexta, sábado e domingo, e foram ótimos, mesmo que a programação da terceira noite tenha me decepcionado. Não gostei dos curtas, Caranguejo Rei e Ari y Yo, nem do longa, o premiado – em Locarno – A Febre, de Maya Da-rin. Aplaudi quando o produtor Leonardo Mecchi leu a carta que havia sido censurada na primeira noite – leiam o post, só acrescento que o ator cujo microfone foi cortado era Marcelo Pelucio, que conste dos autos – e também quando a atriz Rosa Peixoto, espero estar acertando o nome, protestou contra o governo Bolsonaro por seus comentários racistas contra os povos nativos e o sistemático repúdio à demarcação de terras indígenas. Tudo ótimo, maravilhoso, mas o filme… Prefiro falar do Daniel Filho. Não sabia que o Festival ia apresentar, hors concours, a adaptação de Boca de Ouro. Não sabia nem que Daniel, que fez Leleco na versão de Nelson Pereira dos Santos, de 1960, havia refilmado o texto que Gabriel Villela transformou em sua melhor montagem recente, há dois anos. O Boca de Ouro! Havia entrevistado Fernanda Vasconcellos pela dublagem de Klaus e ela me falou da granfina. Jesus, não, deixa Jesus fora dessa. Caraca, que mulher é essa? Fernanda tem um nu frontal arrasador. Vai ter corpo bonito assim… A questão é que a cena não é apelativa e Fernanda é ótima atriz. Não só ela. Adorei o elenco. Marcos Palmeira, Lorena Comparato, Sílvio Guindane, Thiago Rodrigues, como Lelelo, e Malu Mader como Guigui. Aleluia, Malu! Onde essa deusa estava se escondendo? E olhem que não é nada fácil refazer um papel em que Odete Lara já brilhou, e com aquele vestido de bolinhas! Alguns coleguinhas recusaram-se a ver o filme, no final da tarde de domingo, no Cine Brasília, porque era Daniel Filho, e Globo. Danaram-se.

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