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Festa!

Luiz Carlos Merten

12 de outubro de 2013 | 10h46

LONDRES – Ca estou, desde ontem. Foi uma loucura. Cheguei, passei pelo hotel, mal tive tempo de tomar um banho rapido e corri para o local das entrevistas com Tom Hanks e Paul Greengrass. O filme deles, Captain Phillips, abriu o Festival de Londres. Vai para o Oscar, com certeza. Gostei bastante, e encontrei o Rodrigo Salem, que gostou tambem. Falamos mal dessa gente que se decepcionou com Gravity, de Alfonso Cuaron. A entrevista com Hanks era de grupo, um grupo pequeno, mas, de qualquer maneira, cinco pessoas. O assunto caiu, nao, comecou na diabetes. Hanks virou nao uim activist contra a doenca, mas um practicist, como diz. Eu sou diabetico. Gastamos uns dez minutos dos 30 da entrevista conversando sobre cuidados e o grupo querendo me matar. Pegando carona numa cena de Captain Phillips – o colapso emocional do personagem, depois que tudo acaba, por tudo quero dizer o episodio de ocupacao do grande navio de carga por piratas somalis -, pude perguntar a Hans, 20 anos depois, sobre a cena da opera, La Mamma E Morta, de Filadelfia. Ele desandou a falar. Lembrou-se doi nosso encontro em Roma,na junket de Anjos e Demonios. De novo o grupo quis me matar, e um nordico que conheco de vista me acusou de monopolizar a entrevista. Sorry, guys, mas perguntei o que ele queria responder. O dia ontem foi chuvoso, tinha materias – montes – para mandar para o Caderno 2. A noite, em honra do local em que estou, fui ver Diana, que soh vale pela Naomi Watts. Fui a Piccadilly Circus. Quase entrei numa revista chama Dirty Diana, para servir de contraponto ao filme do Oivier nao-sei-das-quantas. Sempre acho que os ingleses, com sua fleuma, sao muito parecidos com os brasileiros. Meia-noite em Piccadilly Circus parece terca-feira de carnaval no Brasil. A molecada pira e o cheiro da erva torna o ar irrespiravel, exceto para quem quer pegar carona. Nao conseguia taxi para voltar ao hotel de jeito nenhum. Tive de pegar um daqueles carros de pedalinho e o cara me cobrou os olhos da cara para me levar a Marble Arch, onde estou hospedado. Topei, porque nao aguentava mais me molhar e tambem pelo pitoresco.  Para chegar agora a lan house, passei por uma procissao de mortos vivos, precedidos por uma banda. Que festa! Meu voo para o Brasil comeca pela manha, as 6h30. Ainda tenho 14 horas por aqui. Regresso via Amsterdam. Estou louco para voltar, depois de mais de duas semanas fora. Mas que o Rio foi maravilhoso, com todos aqueles filmes e entrevistas, e que Londres estah sendo uma festa – sorry, Paris -, lah isso foi.

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