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Faster, Pussycat e a mítica Tura Satana

Luiz Carlos Merten

18 de junho de 2016 | 13h42

Confesso que ainda não consegui entender direito como funciona a Sala Drive-in (3) do Belas Artes. Senão, vejam, – recebi a programação da semana e a dita sala anuncia, comecem a contar, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain,. Vestida para Matar, Faster Pussycat Kill! Kill!, Procura-se Susan Desesperadamente, A Bruxa de Blair, O Albergue, Coração Satânico, A Lei do Desejo, Guerra dos Mundos (a versão de Steven Spielberg), Subway, Akira, O Fantasma do Futuro, Hellraiser – Renascido do Inferno, A Marca da Maldade, Labirinto – A Magia do Tempo e O Abominável Dr. Phibes. São 16 títulos – cada um passa num horário, é isso? -, dos quais uma meia-dúzia eu reveria de bom grado. O Brian De Palma, até porque Dressed to Kill é o ‘meu’ filme favorito dele; o Pedro Almodóvar, A Lei do Desejo, um dos melhores da fase brega da movida; o Russ Meyer, para conferir se Pussycat Kill! Kill! é tão bagaceira quanto me lembro; o Orson Welles, porque o plano-sequência que abre Touch of Evil é coisa de louco; e o Robert Fuest, porque a extravagância do Dr. Phibes é insuperável e Vincent Price consegue ser melhor como o médico que se vinga dos colegas a quem responsabiliza pela morte da mulher (e faz isso usando as pragas bíblicas) do que como o ator canastrão de Theatre of Blood, aliás, As Sete Máscaras da Morte, que Douglas Hickox fez depois, repetindo a fórmula, agora com as mortes saindo diretamente de momentos-chave das peças de Shakespeare. Confesso que tenho, sempre tive, uma quedinha por Russ Meyer. Deve ser o meu lado sórdido – se todo mundo tem (veja-se o admirável mundo novo da política brasileira), por que não teria o meu? Com todo respeito por meu amado Otto Preminger – Anatomia de Um Crime, de 1959 -, às vezes penso que não existe filme de tribunal mais entertaining que Os Sete Minutos, quando entra a movie star Yvonne De Carlo, acusada de escrever um livro pornográfico, para explicar que os tais sete minutos são o tempo que uma mulher leva para gozar e, dessa maneira um tanto confusa – nuca lembro direito -, ela não apenas consegue se livrar da acusação como liberta um homem também acusado de estupro. Meyer, o rei dos nudies, foi fotógrafo da Playboy e virou diretor de porn soft – penetração, nunca! Faster Pussycat fez história ao mostrar três dançarinas de go go que embarcam numa trama de sequestro e assassinato. Uma delas é Tura Satana, que estrelou depois a ficção científica de horror The Astro Zombies. Pobre Fausto Fawcett! Suas meninas más não têm peito, em todos os sentidos, para competir com a poderosa Tura.

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