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Fanny, o Varilux. Ozpetek, gli italiani

Luiz Carlos Merten

21 de novembro de 2020 | 10h22

Das muitas entrevistas que fiz esta semsna uma me produziu um prazer especial. Fanny Ardant! A entrevista está no C2 deste sábado, 21. Ela está em dois filmes do Festival Varilux, incluindo DNA, de Maïvenn, e Fanny me esclareceu que se pronuncia ‘Máiuén’. Conversa vai, conversa vem, perguntei-lhe o que tem visto na pandemia. Fanny respondeu-me que não tem por hábito ver filmes e séries em casa. Adora um cineminha, e o Quartier Latin, no 5ème, região de Paris em que vive, é cheio deles. Disse-lhe que costumo ficar num hotel da Rue Victor Cousins, na lateral da Sorbonne, e ela – ‘Mais c’est juste à coté’ Mora a dois passos dali. Sabe-se lá se já não cruzei com ela na rua, sem perceber. No Carrefour do Odéon, perto dali, em Saint-Germain, já vi algumas vezes o Louis Garrel tomando café, lendo o jornal, na fila do cinema sem ser abordado. É uma coisa cultural. O Brasil adotou o culto à celebridade dos norte-americanos. A França, nesse sentido, é muito mais civilizada, pelo menos em relação aos próprios talentos. Às vezes sinto-me como se não fosse desse mundo. Nos restaurantes, quaando chegam os pratos, as pessoas ficam tirando fotos com o celular para colocar nas redes sociais. Por que? Tudo é fotografado, filmado, midiatizado. Hoje em dia, qualquer tentativa de crime é flagrada por câmeras de segurança nas ruas. Quer diozer – em termos. Outro dia o Jornal Nacional, ou terá sido o SP?, reproduziu de diversos ângulos um episódio de violência policial contra um jovem preto. Ah, consciência negra! Acho muito bom, muito importante que essas coisas sejam divulgadas. O caso horrível do homem que foi morto no Rio Grande do Sul. Só não tinha cãmera no lugar em que a Marielle foi morta, que coisa, não? Divago, sei. Chamo a atenção para o Varilux deste ano, que está ocorrendo em (quase) todo op Brasil. O festival deste ano comemora os 60 anos de Acossadso/À Bout de DSouffle, e eu wuero rever o Jean-Luc Godard nas salas. Quero ver também a Máiuén, o Nicolas Bedos (La Belle Époque) e o Vincent Lindoin, nesse caso estou citando o ator (Meu Primo). A bola do Varilux roda presencialmente, e na terça, 24, já começa outro festival online – italiano. Passei a semana entrevistando diretores italianos. Comentei com muitos a jornada do cinema italiano de domingo passado, no Telecine Cult, com todos aqueles clássicos. Não sou o único a achar que o Vittorio De Sica, Ladrões de Bicicletas, envelheceu e Federico Fellini é supervalorizado. Está um lindo dia de sol. A vida vem, aliás, para mim, já veio. Insisto nos italianos. Às 18h15, o HBO Mundi mostra um filme inédito de Ferzan Ozpetek com Stfano Accorsi, A Deusa Fortuna. Não sei nem do que se trata, mas sendo desses dois, estou dentro. Quero ver.

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