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Falta um!

Luiz Carlos Merten

03 de dezembro de 2015 | 22h28

Quando, há uns quatro ou cinco meses, formulei uma primeira lista – provisória – de melhores filmes do ano, disse a meu amigo Dib Carneiro que ia incluir o ‘operístico’ Mad Max, de George Miller. Ele retrucou que eu estava querendo ‘causar’. Minha provocação foi para o brejo. Mad Max virou a maior unanimidade e eu corro o risco de ser o último a votar em Estrada da Fúria, que também tem, talvez, a melhor atriz do ano, Charlize Theron, como Furiosa, se bem que Hollywood, com certeza, vai achar alguma ‘tortinha’ – sorry pela incorreção – para tirar da sul-africana seu segundo Oscar (e o que, para mim, seria o primeiro merecido). Pensando bem, a personagem é tortinha, um pouco pelo comportamento, mas também pelo braço destroçado, que a força a usar aquela mão mecânica feito garra. Mad Max foi o melhor filme do ano para a Associação de Críticos do Rio e ontem também liderou a lista do National Board of Review dos EUA. Em pleno dezembro, agora sim, começo a pensar na minha lista. Três filmes em língua inglesa (American Sniper, Mad Max e 007 Contra Spectre), quatro brasileiros (Chatô, A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Casa Grande e Campo de Jogo) e dois latinos (o peruano Casa Dentro e o cubano Numa Escola de Havana). Meu problema é justamente o décimo. Hesito entre Jean-Luc Godard (Adeus à Linguagem) e Laurent Cantet, com seu filme ‘cubano’ (seria o segundo da minha lista), Retorno à Ítaca, que tem ‘aqueles’ diálogos de Leonardo Padura. Tenho ainda umas duas ou três semanas para fechar minha lista. Só espero não fraquejar com a enxurrada de lançamentos deste mês. Só em dezembro serão 45 novos filmes. Esta semana – hoje – estão sendo 15, entre eles o maravilhoso No Coração do Mar, de Ron Howard. O importante é estar aberto para o encantamento que certos filmes provocam.

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