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Europa, Europa!

Luiz Carlos Merten

15 de fevereiro de 2020 | 07h49

LISBOA – Cá estou, estamos, desde ontem. Dóris, Lúcia e eu – uma reunião em família. Antes de mais nada, o Polanski. Havia escrito o post sobre J’Accuse na terça, 11, logo depois de ver o filme, do qual gostei muito. Não sei como esqueci de salvar. Está feito. Ao invés de hotel, Lúcia preferiu alugar um apartamento no Chiado, tudo tão novo e bem decorado – tão clean – que gostaria de morar aqui ou, chegando ao Brasil, me desfazer daquela trolha toda, livros e revistas, que entope minha casa. Escrevo com vista para a fortaleza de São Jorge. Está um dia lindo. Ontem, só caminhamos. St. Valentine’s Day, o Dia dos Namorados em Portugal. Na TV, só reportagens de violência doméstica e do mal que as pessoas são capazes de se fazer, em nome do amor. Muito interessante. Na Cinemateca, há um ciclo em homenagem a Lana Turner, Estrela de Hollywood, com os filmes que ela fez no começo da carreira. Nas salas, entre muitos outros, estão o Polanski e o Terrence Malick, Uma Vida Escondida. Fico aqui até a quarta, quando sigo para Berlim, onde o festival começa na quinta, 20. Dóris e Lúcia seguem aqui, até o retorno ao Brasil. Depois da Berlinale, passo por Paris, mais alguns dias. Estou de saída. Na volta quero fazer um post sobre Bong Joon-ho. Parasitas está aqui nos cinemas. No plural. Desde o Oscar, estou querendo fazer esse post sobre o súbito fervor pelo sul-coreano. Em nome da política dos autores, Parasita não existiria sem Memórias de Um Assassino, O Hospedeiro, Okja, mas até então Bong era objeto de culto de uns poucos. Nós, que curtíamos seu cinema de gênero. Mais tarde eu volto. Agora, Lisboa, cidade amiga!