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‘Eu voltei’ (mas parto de novo)

Luiz Carlos Merten

04 de dezembro de 2012 | 00h31

Conversando no outro dia com Hugh Jackman… Escolhi este começo bem pedante para retomar o contato com vocês depois de vários dias ausente. Mas é verdade – conversei mesmo com Mr. Jackman. Fui a Nova York num bate e volta para ver ‘Les Miserables’, a versão de Tom Hooper do musical da Broadway que é o maior fenômeno do gênero em todo o mundo. São quase 30 anos em cartaz – 28 -, o maior número de apresentações, o maior público, o maior número de países que já sediaram o show. Tudo é grande, big, espetacular. O filme também é, mas depois eu conto. Fui na quinta à noite, cheguei sexta, às 10h30 (de lá) já estava no cinema assistindo a ‘Lincoln’, de Steven Spielberg. Almocei, corri para o hotel tomei banho e vi, na TV, ‘The Girl’, um telefilme da HBO sobre a obsessiva ligação de Alfred Hitchcock com Tippi Hedren. Mal terminou e eu corri de novo para o Empire AMC, o conjunto de 25 salas na esquina da 42 com a 8.ª, onde assistira ao Spielberg. Foi o teor das conversa com Hugh Jasckman. Participava de um grupo com ele, mas calhou de eu falar sobre o livro de Victor Hugo, sobre o fato de não ter celular… Ele aproveitou a deixa para dizer que celular, tem, mas nada de Facebook nem twitter. Eu pensei com meus botões. Se fosse mais jovem, e twitasse, vocês teriam acompanhado minhas andanças por Nova York. A temporada do Oscar está aberta e, além dos filmes de Hooper e Spielberg, assisti a outros fortes candidatos à indicações para os prêmios da Academia. ‘Silver Lining Playbook’, o novo David O’Russell, ‘The Master’, o novo Paul Thomas Anderson. Gosto de Anderson, ou gostava, na época de ‘Booggie Nights’ e ‘Magnólia’. Gosto cada vez menos, e isso inclui o novo filme. Daniel Day-Lewis ganhou duas vezes o OScar de melhor ator, inclusive num filme de Paul Thomas – aquele do petróleo, não me lembro se é ‘Sangue’ ou ‘Ouro Negro’. Daniel pode nem ganhar o terceiro prêmio – nenhnum ator ganhou, só atrizes -, mas estou convencido de que nunca ele mereceu tanto o prêmio poor seu papél como Abraham Lincoln. O problema é que Hugh Jackman também está excxepcional em ‘Les Miserables’. As decisão de Hooper de fazer com que seus atores cantassem (ao vivo e em cores) dá ao filme uma intensidade rara e se Jackman, o Wolverine, é fortíssimo candidato a melhor ator por seu Jean Valjean, Anne Hathaway já gasnhou a estatueta de melhor coadjuvante por sua Fantine. Duvido que surja alguém melhor que ela. Coté atrizes, Jennifer Lawrence também parece a dona da próxima estatueta de melhor atriz, por ‘Silver Lining’, do meu estimado David Russell. Entre filmes, entrevistas, idas a museus (o MoMa) e passeios pela cidade, que ninguém é de ferro, consegui realizar em Nova York, no Lincoln Center, o que não lograra em Londres – finalmente assisti à montagem de ‘War Horse’. Vocês  sabem que amo o filme de Spielberg e a montagem me deixou siderado. Colocar aquele cavalo no palco, e como boneco, uma marionete, é uma coisa que ultrapassa a minha capacidade de descrição. É preciso ver. Tenho visto muita coisa boa e até grande em teatro, mas nunca vi um corte, como de cinema, no palco. O potro sai de cena, ingressa numa zona escura e dela sai o cavalo adulto, num efeito instantâneo que levou a plateia a aplaudir, em cena aberta, como outra plateia, a de ‘Les Miserables’, o filme, também aplaudira a cantoria de Anne Hathaway. Volto a Nova York na semana que vem, para ver ‘Django Unchained’, e entrevistar Quentin Tarantino. Quero ver mais coisas em teatro e cinema. E os livros. Comprei um álbum – ‘Paris in Hollywood’, editasdo por Antoine de Baecque. Na capa, Audreuy Hepburn, a mais parisienne das estrelas hollyweoodianas e, na contracapa, o rato chef de ‘Ratatouille’, que namora, de longe, a Tour Eiffel. Tanta coisa que vi e pretendo comentar com vocês. O importante é que estyou de volta. ‘Eu voltei’, como naquela canção do Roberto.

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