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Eu na contracorrente…

Luiz Carlos Merten

02 de setembro de 2017 | 09h00

Comprei as novas edições de Empire (Harrison Ford e Ryan Gosling estão na capa, em Blade Runner) e Total Film (Homem-Aranha). A Empire masterpiece do mês é Peeping Tom/A Tortura do Medo, de Michael Powell, com Karl Boehm, e a story of the shot conta como foi feito o plano em que Heath Ledger explode o hospital no Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, um momento realmente icônico dos filmes de super-heróis. Na Total Film, The Big Shot lembra Doc pendurado no ponteiro do relógio da matriz na série De Volta para o Futuro. Adoro essas histórias e saber que planos e cenas longamente planejados às vezes só deram certo por causa de um detalhe imprevisto na hora. Mas o ponto aonde quero chegar é o seguinte – pegando carona nos lançamentos de DVD e Blu-ray, ambas as publicações voltam a Logan, A Bela e a Fera (a versão live) e Corra! Há um culto a Logan, Bela virou emblema das heroínas empoderadas da Disney e Corra! também virou referência como terror social, e anti Trump. Não consigo curtir nenhum desses filmes. James Mangold, diretor de Logan, dosa pretensão e banalidade, e o filme anula-se. Bye-bye Wolverine. Para mim, não deixa saudade. Emma Watson não tem o mínimo carisma – já não tinha na série Harry Potter. Está mais para tati-bitati que menina poderosa. E o Corra! – Jordan Peele com certeza bebeu na fonte de Ira Levin, com O Bebê de Rosemary e as Stepford Wives. O filme tem coisas interessantes, mas me parece de segunda mão e e eu, decididamente, não capto o elã revolucionário. Mas, enfim, posso estar errado. Aproveito para fazer uma ponte entre dois outros filmes. Planeta dos Macacos – A Guerra e A Torre Negra. Quando César vai atrás dos assassinos de sua mulher e filho, e quando o Pistoleiro e o garoto adentram o território do Homem de Preto, os dois filmes ficam iguais. Parecem escritos pelo mesmo roteirista – e não conferi para ver se, na verdade, não são -, mas o segundo é adaptado de Stephen King e parte daquilo, senão tudo, deve vir da série de livros. Gostei muito da relação de Idris Elba e Tom Taylor, o garoto. O que derruba o filme de Nikolaj Arcel são aqueles monstros em CGI, saídos dos sonhos (pesadelos?).