As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Etônem-me, por favor!

Luiz Carlos Merten

07 Dezembro 2016 | 00h52

Já é tarde, e tenho de dormir, porque levanto daqui a pouco, cedo, para viajar ao Rio. Visito dois sets, quarta (hoje) e quinta, depois fico mais uns dias por minha conta. Mas não posso deixar de acrescentar mais um post sobre O Vendedor de Sonhos. Achei o trailer horroroso, mas esperava, sinceramente, que Jayme Monjardim me surpreendesse. Não tenho por que torcer contra ele. A verdade é que Jâime – pronuncio assim o nome dele, os outros dizem Jáime – realmente me surpreendeu. O filme consegue ser (muito) pior que o trailer. As frases feitas de Augusto Curi… Só banalidades travestidas de grandes verdades. Dan Stulbach e César Tronco, de alguma forma, salvam-se subrepresentando. Menos é mais, principalmente porque o estilo do diretor é over. A representação da riqueza, as paisagens (as nuvens hiperrealistas!), a trilha. Jâime conseguiu transformar O Pequeno Segredo num grande filme. Estou aqui pensando se devo falar de Leonardo Medeiros? Bem, lá vou eu fazer inimigos. Como pode um ator bom ser tão ruim? Mais que um problema de tom, talvez seja de ego. Representar menos? O filme ainda nem começou e você já sabe que o personagem de Leo é do ‘mal’. Mas eu continuo esperando ser surpreendido. Não creio que O Vendedor de Sonhos consiga ser um grande sucesso. Vai ser, realmente, para mim, uma grande, imensa, surpresa. Depois disso, surpresa maior, só se O Pequeno Segredo ganhar o Oscar. ‘Etônem-me’ – releiam dois posts atrás -, por favor.