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Estou voltando

Luiz Carlos Merten

22 de agosto de 2012 | 03h13

LOS ANGELES – Eramos um grupo pequeno, seis pessoas para 40 minutos de Clint, que se estenderam para 45, apesar dos protestos da `publicista`, que pedia para a gente encerrar, mas, claro, ninguem queria. Posso naoh ter gostado dos ultimos filmes de Clint Eastwood e ateh fechar com os livros que, ultimamente, desmistificam o xerife de Hollywood. Mas naoh sou louco de negar a importancia deste homem nem que ele fez filmes, como ator e diretor, que pertencem ao meu imaginario. Eh a primeira vez que fico num hotel, o Roosevelt, em pleno Hollywood Boulevard. Pisei o tempo inteiro, nestes dois dias, nas estrelas das calcadas da fama. Eh o mais impressionante aqui – o glamour, as marcas famosas e muita gente jogada, uma menina linda pedindo dinheiro para comer, um negro belo como um Deus com as roupas em frangalhos e esse naoh pedia nada, o olhar perdido (aonde?). Como essas pessoas chegam a esse estado de desesperacaoh, e no lugar que encarna/representa o sonho? Pela manhah, fui a uma livraria especializada em cinema. Comprei um livro sobre Joseph L. Mankiewicz, outro sobre Akira Kurosawa e um monte de revistas – Cinema Retro, incluindo tres edicoes dedicadas a Clint, uma sobre a trilogia de Sergio Leone e as outras duas sobre Kelly`s Heroes e Where Eagles Dare, ambos de Brian G. Hutton. Clint estah velhinho. O personagem dele em `Curvas da Vida` nao enxerga bem. Na vida, Clint estah eh surdo. Eh preciso repetir as perguntas, falar mais alto. Perguntei um monte, mas queria era ter ficado em silencio. Olhando e ouvindo. O rosto esculpido na pedra. No filme de Robert Lorenz., ele tem uma puta quimica com Amy Adams, que faz sua filha. Me emociono com facilidade, voces sabem. Clint falava em  `Sergio`, em `Don` (Siegel). Viajei. Na saida, conversei muito com um amigo mexicano, Mario Pacheco  -curiosanente, o nome de meu cunhado, o marido de minha irma Marlene. Para ambos, esses 45 minutos com Clint foram a realizacaoh de um sonho. Fui ao Grove, depois. Comprei outro livro, sobre Raoul Walsh, comprei ateh um I-Pad. Para queh? Espero que a Lucia queira. Vi filme. Estou de volta ao hotel. Jantei, estou postando. Amanha inicio o caminho de volta. Eh o melhor nisso tudo. Saber que, enriquecido – pelo que vi e ouvi -, estou voltando.

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