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Está chegando, e Penélope Cruz já chegou arrasando

Luiz Carlos Merten

09 de fevereiro de 2020 | 21h36

Cá estou de volta à redação do Estado – já havia feito uma primeira rodada de matérias à tarde e saí para ir ao cinema – para mais uma edição do Oscar. Menos uma, no conceito de Mário Peixoto. Os votos estão contados, os envelopes lacrados e daqui a pouco começa a premiação. Estou achando que será um ano tranquilo, com as vitórias previsíveis, dados os antecedentes dos sindicatos – 1917, Sam Mendes, Joaquin ‘Coringa’ Phoenix, Renée ‘Judy’ Zellweger, Brad ‘Era Uma Vez… em Hollywood’ Pitt, Laura ‘História de Um Casamento’ Dern, Parasita, como melhor filme estrangeiro. Não significa que eu esteja de acordo com todas, mas é o que creio que teremos. Há uma expectativa muito grande para que Parasita vença como melhor filme e isso, logicamente, mudaria todo o eixo da premiação. O que já deu para ver, no tapete vermelho, é que, com Renée, di-vi-na no seu branco, e Charlize Theron impecável no pretinho, Penelope Cruz, de preto e branco, bem pode ser a mais bela e elegante da noite, porque está um arraso. E aí chegamos ao ponto. Gosto mais do filme de Pedro Almodóvar – Dor e Glória – que do Bong Joon-ho. Dor e Glória e 1917 são meus favoritos, e aceitaria de bom grado que Parasita vencesse na categoria principal, se o Almodóvar fosse melhor filme internacional e o Sam Mendes, melhor diretor. São possibilidades, mas eu ainda continuo com 1917, que me proporcionou uma rara experiência estética e emocional. Cá estamos, a postos.