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Esses alegres rapazes com suas espadas, ou O amor sem preconceito

Luiz Carlos Merten

25 Setembro 2018 | 09h15

Assisti ontem ao final de Orgulho e Paixão, e me diverti muito com a sutil ironia do autor, Marcos Bernstein. Todos os casais iam se unindo, só faltava o par gay. Eles entram na casa por portas separadas, internamente há uma comunicação que metamoforiza a condição do homossexual no armário, mas logo eles se vestem como espadachins e se esgrimem num duelo de espadas. Sacaram? Espadas! Esse Marcos Bernstein não é mole. Estou alforriado. Depois de Deus Salve o Rei, comecei a ver assiduamente, na medida do possível, a novela das 6. O par gay, a baronezinha e seu marido ‘rústico’, a irresistível dupla de vilãs formada por Alessandra Negrini, Susana, e Grace Gionnoukas, Petúlia. O fecho dessas duas última foi hilário, pela subversão. Grace, a madama, fisga um pretendente rico, que trata ‘lady’ Susana como risada. E a novela teve, fato raro, mães malignas – Josephine e Lady Margareth. As duas capazes de destruir a própria prole. Fui pesquisar e Lady Margareth surgiu numa emergência, quando Tarcisio Meira teve sei lá que problema e precisou sair de cena. Natália do Valle! Achei lindo o eterno retorno. A brasilidade, o vale do café. Meu editor tem zoado comigo. Diz que meu blog já deixou de ser sobre cinema para virar de teatro, e agora, também, de TV.Eu volto – ao cinema!