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Esplendor na relva

Luiz Carlos Merten

09 Janeiro 2019 | 09h03

É impressionante, mas voltei ao post sobre M. Night Shyamalan e caí duro com a quantidade de erros de digitação. O problema é que, ao reler o que escrevo, transformo tudo em work in progress. Instintivamente, começo a mudar os textos. Socorro! Voltei ontem ao Duas Terezas, na Alameda Lorena, para jantar com Orlando Margarido, Mariane Morisawa, Neusa Barbosa e o Vita, marido dela. Foi ótimo. Comida e bebida ótimas, papo idem, foi uma noite muito agradável, mas eu tenho de admitir que tenho bebido vinho demais. Depois, passo a noite acordando para tomar água e, com esse calorão, tenho passado mais tempo molhado (de suor) e revirando e lendo na cama do que propriamente dormindo. Não,é bom ficar nessa vigília, pensando… Às vezes, tenho a impressão de que minha vida foi roubada e a quero de volta, mas Wordsworth, citado por Elia Kazan em Clamor do Sexo, é um farol para mim – Nada trará de volta o esplendor na relva e a glória na flor. O que foi perdido, perdido está. A m… da velhice, que não é a melhor idade, porra nenhuma, é que, se você mantém a lucidez e não quer se enganar, se for honesto consigo mesmo, tem de encarar os próprios erros, e não adianta tentar viajar nos ‘ses’. Se isso, se aquilo. As coisas seriam diferentes? O desafio do sem volta é que te coloca diante de um muro muito alto, que você precisa contornar ou achar a saída para não se perder no labirinto. Tergiverso, como sempre. Daqui a pouco tenho cabine – Máquinas Mortais -, tenho matérias sobre as estreias, à tarde entrevisto Grace Passô, homenageada da Mostra de Tiradentes, e à noite tenho o debate do Estado, no Belas Artes, sobre Meu Filho Querido. Uma quarta bem movimentada, considerando que estou em férias. E amanhã tem o Chile. Lá vou eu…