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Era Uma Vez… (2)

Luiz Carlos Merten

25 de julho de 2019 | 09h53

Escrevi um monte, ontem, sobre o novo Quentin Tarantino, mas me dei conta de que havia omitido o essencial. Fui jantar e, ao voltar, até pensei em redigir esse post, mas preferi ler – estou no meio de dois livros que estou lendo simultaneamente, coisa que não tenho hábito de fazer – e deixei para hoje. Merten, o ermitão. Caseiro! Quem diria… Mas a questão é a seguinte. Sobre o Tarantino. Leonardo DiCaprio, Rick Dalton, e Brad Pitt, Cliff Booth, o astro decadente e seu dublê, representam o mesmo personagem. Um homem e sua sombra. Comecei a devanear – Tarantino fala tanto em spaghetti western no filme, mas não haverá ali uma tentativa de releitura de Akira Kurosawa? Kagemusha? Seria um tema interessante para debater com ele. Só que, e esse é o ponto do post, o dublê, a sombra, é o personagem solar dessa história, daí a facilidade muito maior de identificação que eu senti com o Cliff/Brad. Sobre o segundo Sergio, o Corbucci, do spaghetti – o primeiro, claro, Leone -, existe um terceiro que às vezes, embora subestimado, chego a pensar que seja o melhor de todos. Sergio Sollima e seus westerns com Gian Maria Volontè e Tomás Milian. Faccia a Faccia, Quando os Brutos se Defrontam, e Corri, Uomo, Corri, ambos do biênio 1967/68 e portanto um pouco anteriores ao ano retratado em Era Uma Vez em Hollywood – 1969. Está aí outro assunto que seria bom de debater com o nosso Quentin.