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Em casa, de joelho novo

Luiz Carlos Merten

07 de junho de 2019 | 14h47

Cá estou em casa. Cheguei no fim da manhã. Todos os médicos que consultava sobre a revisão da prótese me assustavam com verdadeiras narrativas de horror. Um mês, no mínimo, com espaçador, mais outro no pós cirúrgico. Toda a revisão – retirada da prótese infeccionada, lavagem do joelho com antibiótico, a nova prótese (o novo joelho?) e o pós operatório – consumiu ‘apenas’ 17 dias. Coloco o apenas entre aspas porque só eu sei o que representaram para mim essas duas semanas. Estou conseguindo caminhar sozinho com o andador, mas não creio que consiga ir logo para o mundo. Ainda preciso de muito fortalecimento da perna esquerda, a da prótese, e mesmo confiando na eficiência do Carlos, meu físio, creio que ainda terei alguns meses de trabalho (e antibiótico) pela frente para ficar bem, mas vai ficar. Ontem, ainda no hospital, fiz, pelo telefone, algumas entrevistas com integrantes da delegação do Festival Varilux, o diretor Pierre Schöller, de A Revolução em Paris, o ator Swann Arlaud, de Graças a Deus, de François Ozon – e figuras ligadas a outros filmes já havia entrevistado em Cannes e Berlim (o diretor Safy Nebbou e a estrela Juliette Binoche, de Quem Você Pensa Que Sou?), etc. Acho o Ozon, sobre pedofilia na Igreja Católica, e Inocência Roubada, de Andréa Bescond e Éric Metayer, sobre o mesmo tema, o abuso infantil, no ambiente familiar, filmes importantes, mas confesso que meu favorito na seleção deste ano é o Louis Garrel, que ele dirige e interpreta, O Homem Fiel. Um filme 100% autoral, e com um protagonista que prolonga o de Dois Amigos, o longa anterior de Louis, que prossegue com a tradição da família – o pai e o avô, Philippe e Maurice, o primeiro, diretor, e o segundo, ator. Confiram, e depois me digam se estou errado.

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