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Elenco faz a diferença em Rogue One

Luiz Carlos Merten

25 Dezembro 2016 | 23h03

Cá estou, de volta a São Paulo. Cheguei no início da noite, depois de rever, com Lúcia e Dóris, em Porto, Rogue One. Gostei mais ainda do filme, que me parece recuperar o espírito aventuresco da primeira trilogia, que depois virou segunda. Esse Gareth Edwards não é fraco, não. Recupera a beleza – a grandeza – da relação trágica entre pai e filho. Antes, eram Luke Skywalker e Annakin, que virou Lord Vader. Agora, Jyn e Galen Erso. Havia a relação pai-filho, entre Harrison Ford e Adam Driver, que se juntou ao lado escuro da Força, em Episódio 7, mas dois fatores conspiravam contra – 1) JJ Abrams é mais ligado na relação filho/mãe, que está no centro de sua obra-prima, Super-8; e 2) O Despertar da Força sofre um pouco do mesmo defeito da primeira trilogia. É muito diferente celebrar a criação do herói (Luke) e a do vilão (Annakin/Darth Vader). Adam Driver está mais para o segundo, ao matar para consolidar sua entrega ao lado escuro (e ao Império). Não é, nem de longe, a heroína que se sacrifrica em Rogue One para limpsar o nome do pai. Um terceiro fator é que a (nova) história de Star Wars tem um elenco sensacional – Felicity Jones, Diego Luna, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker, Donnie Yen, Jiang Wen, é todo mundo bom demais, dando intensidade a personagens que terminam indo muito além do que sonharam. Chimut é um louco que sdonha swer jedi e… Vejam paras crer. As cenas entre Baze e ele atravessando a batalha me deixaram surtado. Puro John Ford. Ou aqueles mocinhos crepusculares – gays? São tão devotados um ao outro – estão mais para Sam Peckinpah? Os defeitos que o filme tem – tem algo que não funciona na máscara de Lord Vader, e aquela princesa Leia parece uma boneca, mal-acabada, ainda por cima – não chegaram a cortar o fluxo de minhas emoções. Sim, confesso que chorei.