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Efemérides(1)/Os olhos da mãe

Luiz Carlos Merten

28 de junho de 2016 | 09h05

São várias. Ontem, segunda, 27, JJ Abrams completou 50 anos e Wagner Moura, 40. JJ – as iniciais são de Jeffrey Jacob – mantém a cara de judeuzinho nerd que devia ter aos 16, quando se iniciou como compositor. Digo isso sem o menor ranço de preconceito ou racismo, pelamor de Deus, até porque gosto muito do cara, mas não do JJ televisivo, de séries como Felicity, Alias e Lost. Tenho de admitir que não vi nenhuma, sorry, nem a cultuada Lost, da mesma forma que não vejo Game of Thrones, fazer o quê? Mas gosto do JJ cineasta – Missão Impossível 3, os dois Star Trek, mais do primeiro que de Na Escuridão, porque vocês sabem que não sou adepto de são Cumberbatch, e Star Wars – O Despertar da Força, mesmo que, nas revisões (duas ou três), a aventura intergaláctica não fosse mais me parecendo tão boa quanto na primeira vez. O ‘meu’ JJ é Super-8, com aquele guri órfão de mãe que sonha fazer cinema, encontra um monstro do espaço e descobre que ele só está destruindo sua cidade porque está acuado, solitário, querendo voltar para casa. ET, Home/Lar. O garoto compartilha esse isolamento, mesmo dentro de um grupo que faz cinema (amador). Tem um retrato da mãe. JJ colocou os olhos do retrato no monstro e, quando o garoto fica frente a frente com ele, é o que vê, o olho da mãe. O outro, afinal, não é tão assustador. Puta filme. Wagner não fala mais comigo. Diz que deturpei sei lá que fala dele, quando apoiava Marina na eleição presidencial. Wagner assimilou a síndrome de Capitão Nascimento, o que é compreensível, considerando-se a força que o personagem adquiriu no imaginário do brasileiro. Quarenta (40!) é um bom número/data para se cair na real. Quer dizer que a comissão do impeachment concluiu que Dilma não participou das pedaladas fiscais (e daí? Era só um pretexto) e a PF chegou ao jatinho de Eduardo Campos? Feliz aniversário, em todo caso.

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