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Eddie Redmayne e a magia irresistível de Animais Fantásticos

Luiz Carlos Merten

13 de novembro de 2016 | 23h26

Nunca gostei tanto de Eddie Redmayne. Mentira – havia gostado dele em Os Miseráveis, a versão musical, na admirável cena da Comuna de Paris. Potemkin, com canto e dança. Redmayne era maravilhoso. Não me impressiona tanto com seus tortinhos formatados para o Oscar – A Teoria de Tudo, A Garota Dinamarquesa. Empaquei com seu Stephen Hawking. O melhor ator do ano não podia ser também o pior – por O Destino de Júpiter, dos irmãos, agora irmãs, Wachowski. Por isso mesmo, minha surpresa foi maior ainda. Amei Eddie Redmayne em Animais Fantásticos e Onde Habitam, como amei Benedict Cumberbatch em Doutor Estranho. Adoro ser surpreendido, e ambos me surpreenderam. Não sou leitor de JK Rawling, mas segui sua criação famosa. Não curto muito os dois primeiros Harry Potter, quando Chris Columbus ainda estava formatando a série no cinema. Comecei a gostar com Alfonso Cuarón e Mike Newell. Rendi-me com David Yates. Curti muito o Tarzan de David – e agora Animais Fantásticos. A guerra entre os mágicos e os trouxas. Newt Scamandar e sua mala que abriga os animais desembarcam nos EUA. O mundo mágico está sob suspeita, há uma guerra em curso. O filme talvez comece com excesso de efeitos. Mas, logo, vira uma história de afetos, como Tarzan. David Yates é bom demais. É elegante. Tem bom gosto. Sabe filmar. Até hoje tento descobrir se tem algum parentesco, mesmo distante, com Peter Yates. David perdeu os pais ainda criança. Acho que isso tem tudo a ver com esses personagens que adora filmar – Harry Potter, Tarzan, Newt Scamander. Garoto, tinha 12 anos quando viu Tubarão e decidiu que era o que queria fazer. Cinema. Ouço que Animais é o primeiro de uma série planejada para ter mais quatro episódios. Nas redes sociais, o público está em choque. A maioria não quer Johnny Depp no papel do vilão Grindelwald. O pirata do Caribe anda em baixa em Hollywood, devido às acusações de abuso de sua ex, Amber Head. Confesso que não estou nem aí para ‘Johnny’ e seus problemas domésticos. Em compensação, ‘Eddie’… Suas cenas com os animais são gloriosas. Gostei – mesmo! – de Animais Fantásicos.

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