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É Tudo Verdade

Luiz Carlos Merten

13 de abril de 2014 | 00h43

Tentei antecipar meu voo de volta, porque queria ver se pegava a cerimônia de premiação do É Tudo Verdade, mas não deu. nunca ocorreu isso comigo. Na ioda foi tudo bem, mas na volta meu nome estava grafado errado e foi uma complicação até resolver o assunto. Terminei embarcando às 20h30 e mal o avião decolou o piloto informou que o aeroporto de São Paulo estava fechado, por causa da chuva. Ficamos mais de meia-hora dando voltas no ar. Jasmine, de Alain Ughetto, venceu a competição internacional do É Tudo Verdade. Homem Comum, de Carlos Nader, venceu a competição brasileira, e o júri outorgou uma menção a Democracia em Preto e Branco, de Pedro Asbeg. Assino embaixo. Jasmine mistura animação com filmes domésticos e imagens de arquivo para contar uma história da juventude do diretor. Nos anos 1970, ele apaixonou por umas garota iraniana, mas logo veio o movimento do aiatolá Khomeini e o amor se perdeu no que parecia um turbilhão revolucionário, mas deu no que deu – o Irã de Mahmud Ahmadinejad. Muita gente tem citado Valsa para Bashir e Persépolis, Ari Folman e Marjani Satrapi, a propósito de Jasmine, mas eu prefiro lembrar de A Imagem Que Falta, de Ritty Pahn. Seja como for, o filme impressiona, e é muito bom. No texto que fiz para o Caderno 2 de ontem misturei alguns filmes do É Tudo Verdade – A Alma da gente, o documentário de Helena Solberg sobre o projeto de cidadania do coreógrafo Ivaldo Bertazzo, a partir da dança, com uma comunidade carente do Rio. Acrescentei A Fábrica de Notícias, de Jorge Furtado, A Democracia em Preto e Branco e O Homem Comum. O filme do Nader é sobre caminhoneiro que o diretor acompanhou por mais de 20 anos na estrada e em casa, quando ele fica doente. Cidadania e identidade. Futebol, política e rock’n’roll  São filmes que têm a nossa cara e nos revelam É tarde. Estou cansado, vou dormir. Amanhã, volto com o É Tudo Verdade.

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