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E tudo começa com Vin Diesel na Comic Con

Luiz Carlos Merten

20 de novembro de 2016 | 13h59

Leio na revista francesa Studio, edição de setembro – a capa é Xavier Dolan -, que Vin Diesel foi homenageado pelo Facebook por haver ultrapassado 100 milhões de fãs (seguidores?) na rede social. Quantos desses são brasileiros? E paulistas/paulistanos? Quantos irão à Comic Con Experience, que anuncia o veloz e furioso como sua maior atração internacional na próxima edição, de 1.º a 4 de dezembro? Vin Diesel vem para uma mesa sobre xXx – Reativado,. justamente no dia 1.º, às 15h30. Vão participar com ele as atrizes Ruby Rose e Nina Dobrev, das séries Orange Is the New Black e The Vampire Diaries. Sorry mas nunca vi uma nem outra, só que, é a vida, morram de inveja porque já estou credenciado para conversar com o Vin. Sobre a Comic Con, sobre quadrinhos em geral, não resisto a postar que, fazendo uma pesquisa, justamente sobre xXx, encontrei um texto sobre Dr. Estranho e como o filme de Scott Derrickson expõe o que o autor chama de fórmula Marvel. O texto é um clichê só de ‘sabichão’, que sabe tudo de quadrinhos, mas não sabe nada de Scott Derrickson e nem passa pela cabeça do cara que ele possa ser um ‘autor’. Vocês sabem que tenho minha abordagem desse universo. Se diria que amo quadrinhos, estaria mentindo. Nem olho mais, para falar a verdade. Também não mitifico a fantasia de que cinema e quadrinhos têm tudo a ver, como linguagem. Não têm mesmo. Alain Resnais, um gênio, entrou nessa roubada e fez Eu Quero Ir Para Casa – seu pior filme, e ruim, muito ruim mesmo. Mas sigo os filmes de super-heróis, que vejo da mesma forma como todos os demais, tentando saber em que Batman e Superman, e todo o universo DC, e Marvel, atraem Christopher Nolan, Zack Snyder e os diretores que assinam esses filmes. Para mim, Dr. Estranho fecha muito bem com o que sei de Derrickson desde O Exorcismo de Emily Rose e estou muito mais interessado no que o filme me revela dele do que de uma tal fórmula Marvel. E curiosa essa fórmula, não?, se permite o que identifico como a expressão autoral de um sujeito que nem parecia o mais chegado a esse universo. O ponto do texto é que a ‘fórmula’ garante o sucesso, mas não faz justiça ao potencial criativo dos comics (e das graphic novels). Ai, meu Deus, antigamente os ‘críticos’ discutiam se Orson Welles estava sendo fiel a Franz Kafka e Luchino Visconti a Albert Camus. F…-se a fidelidade, eram autores (grandes) fazendo seus filmes. Hoje, o xiismo é maior ainda, com essa tal fidelidade aos gibis. Jesus! O mundo anda muito esquisito mesmo. É um tal de criar regras que não dá pára aguentar. Já que citei ‘autoria’ e Studio, ao continuar folheando a revista francesa encontrei uma matéria muito interessante. En attendant Godard, Esperando Godard. A filmagem do novo longa de Michel Hazanavicius, Le Redoutable, sobre a ligação de Jean-Luc Godard e Anne Wyazemski. Louis Garrel, irreconhecível como Jean-Luc, meio careca e com aqueles óculos. As manifestações de Maio de 68. ‘La volonté générale contre la volonté du Genéral (De Gaulle).’ Pode até ser que Le Redoutable venha a ser decepcionante como The Search, que Hazanavicius fez depois de O Artista, mas as fotos me animaram e eu, pelo menos, fiquei louco para ver. Em Cannes, 2017?