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E o Versões de Um Crime, hein? Bem bom

Luiz Carlos Merten

12 Março 2017 | 12h53

Volta o jornalista de cinema. Fui ver ontem Versões de Um Crime. Havia visto o trailer, achei intrigante. Antes de seguir adiante, Renee Zellweger. Mas o que ela fez? Foi plástica, botox? Por que? (Estou me fazendo a pergunta que cabe em Amor Imperfeito. Poderia ser uma fábula do botox, por que não?) Gostei de Versões de Um Crime. Há tempos não via um filme de tribunal/julgamento tão bom. Keanu Reeves é o advogado que defende garoto acusado de matar o pai. O cara era um monstro. Vão surgindo as versões do crime. O garoto recusa-se a falar com seu advogado, que o defende às cegas. Mas, aos poucos, as coisas vão se encaixando. Vocês sabem que não curto séries, exceto CSI, que deixei de ver. A diretora Courtney Hunt faz um trabalho bastante interessante e até original, mas acho que quem não viu o filme deve parar por aqui e voltar depois. Não tem como avançar sem risco de spoiler. O relato dela (da diretora) é bem subversivo, porque inverte as posições.O garoto vira o advogado, armando sua defesa, e o advogado… Vejam. Tenho, para mim, que Courtney Hunt, que nem sei quem é, inspirou-se em um filme, e um só. Testemunha de Acusação, de Billy Wilder. A personagem de Marlene Dietrich… E, ah, sim, Versões de Um Crime é com Gugu Mbatha-Raw. Gabriel Villela detesta essa mania de crítico de comparar, mas me desculpe aquela Lupita que levou o Oscar de coadjuvante (por 12 Anos de Escravidão). Gugu é um assombro, cada vez melhor.