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E o preferido foi…

Luiz Carlos Merten

25 de novembro de 2012 | 23h29

RIO – Não sei se o Severo e os demais leitores do blog vão entender isso. Quando estava redigindo o post sobre a caminhada de Herzog e coloquei Lotte Lenya, sentio na hora que estava errado e que também a peregrinação de Werner não era da Alemanha para a Espanha, mas estou cansado de saber de uma coisa. Meu blog tem muitos leitores, existem indicadores que provam isso – a frequência, o acesso -, mas vou morrer sem saber porque as pessoas entram, leem – muitos me dizem -, mas não comentam. Só quando erro, tem sempre alguma alma para corrigir. Não digo que erro conscientemente, mas quando me bate a dúvida eu sei que deveria checar, mas prefiro errar para forçar o comentário. Estava me sentindo culpado por nada ver do 6.° Encontro África Brasil, ou Brasil África, mas estou aqui por conta do Festival 4 + 1 e me senti comprometido, obrigado a ver os filmes do evento, com algumas saídas para cabines, visitas a sets e filmes da Semana dos Realizadores, por exemplo. Mas querias ver os filmes do evento que tem curadoria de Zózimo Bulbul. no Cine Odeon. Terminei assistindo à sessão das 16h15 de hoje, com dois filmes, o curta ‘Aquém das Nuvens’, de Renata Martins, e o longa angolano ‘Por Aqui Tudo Bem’, de Pocas Pascoal. Queria ter visto, na sequência, ‘Elza’, de uma diretora de Guadalupe, Henriette Monpierre, mas a sessão atrasou demais e às 8 – 20 horas – eu teria de estar no CCBB para assistir ao vencedor do 4 + 1. Antes de anunciar quem ganhou, quero dizer que não vi um crítico no Encontro Brasil, África & Caribe. Onde andava essa gente? Será que só eu tenho curiosidade, caralho? De volta ao 4 + 1, ganhou ‘La Demora’, do uruguaio Rodrigo Plá, e eu já contei como fiquei impressionado com o filme, a que assisti ontem. O diretor gravou um vídeo de agradecimento. Disse aquilo que não me canso de assinalar – nenhum filme se completa sem nosso olhar, sem o que lhe acrescentamos. O diretor pode ter feito não importa que elocubração. Sem a reformulação do público, ou da crítica, que também é público, na própria consciência, é zero, não existe. Rodrigo PLá sentiu-sed lisonjeado porque em cidades tão diferentesd quanto Rio, Bogotá, Buednos Aires, Cidade do México e Madri, além da internet – aso redor do mundo -, as pessoas tenham se interessado por seus personagens. Vocês ainda têm tempo, até dia 30, para ver no site do festival – www.4mas1.com -, todos os filmes concorrentes, mais a homenagem ao Herzog. Receio ter omitido uma coisa importante que ele disse – aqui como na matéria do ‘Estado’. Comentando o fato de o festival ser online e muitos de seus filmes, senão todos, estarem disponíveis na rede, Herzog disse esperar que um dia os piratas reconheçam o direito de autor. Hoje, a internet é uma selva. Um dia, quem sabe? Vejam ‘La Demora’. O filme me tocou muito. Espero que provoque o mesmo impacto em vocês.

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