As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

E o ‘precioso’, onde foi parar?

Luiz Carlos Merten

16 Março 2015 | 23h35

Havia pedido a meu amigo Dib Carneiro que gravasse os capítulos de Império enquanto estava fora. Vi os primeiros capítulos da novela e queria ver os últimos. Nem discuto a teledramaturgia de Aguinaldo Silva, mas confesso que tive pena dos meus queridos Caio Blat e Maria Ribeiro. Ninguém merece, muito menos atores talentosos, fazer personagens como aqueles. Dramaturgias à parte, me parece um escândalo como a Globo faz mal essas cenas finais de tiroteio e caçada humana. Gente, não é possível que eles não aprendam nunca. É tudo ruim demais da conta. Chamem o Villamarin para encenar, ou o Alvarenga. já que eles parecem ser os únicos que sabem. Só não resisto a assinalar, daí o título do post. Alfred Hitchcock chegou a teorizar sobre o ‘MacGuffin’ no livro com a entrevista que concedeu a François Truffaut. Alguns de seus clássicos de suspense baseiam-se num conceito, o tal MacGuffin. Os personagens buscam alguma coisa, e chegam a arriscar a vida por algo que, no limite, se revela não ter importância alguma. Por isso pergunto – o diamante amuleto do comendador – ‘my precious’ como ele, dando uma de Gollum, dizia -,  motivou uma longa busca na novela e aí sumiu. Alguém pode me dizer com quem ficou o precious? Foi enterrado com o comendador? Leio que Império teve uma das piores audiências das 8, na Globo. Perdeu somente para Em Família, de Manoel Carlos, cuja ruindade ninguém, nem o próprio MC, supera. Mas vou dizer uma coisa. Gilberto Braga vai pelo mesmo caminho, ou não? Queria ver hoje o primeiro capítulo de Babilônia, do nosso Balzac eletrônico. Para isso, aguentei uma hora de Jornal Nacional. Quando a novela começou, os temas eram os mesmos do JN. Parecia uma sequência. Isso não vai dar certo.