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E o Leão de Ouro é da Mostra!

Luiz Carlos Merten

12 de setembro de 2015 | 16h23

Almocei com meu amigo Dib Carneiro e estava indo ao cinema, para tentar ver Nocaute, de Antoine Fucqua, com Jake Gyllenhaal. Margarida Oliveira me pegou em casa, aonde passei rapidamente, para me dizer que o Leão de Ouro é da Mostra! Fiz uma pesquisa rápida e o júri presidido por Alfonso Cuarón e integrado por Nuri Bilge Ceylan outorgou o prêmio maior da Mostra de Arte Cinematográfica de Veneza – é assim que se chama o festival – ao filme venezuelano Desde Allá, de Lorenzo Viga. É a primeira vez que um filme da Venezuela ganha em Veneza ou qualquer outro festival – estou falando do ouro – e a gente só tem de esperar pela Mostra porque o filme do Viga já está comprometido com o evento em São Paulo. Cuarón fez direitinho sua lição de casa, porque o prêmio de direção, o Leão de Prata, foi para outro filme latino, o argentino El Clan, de Pablo Trapero. O prêmio mais inusitado do festival, Venice/Venezia Classics, foi para o restauro de Salò ou Os 120 Dias de Sodoma, de Pier-Paolo Pasolini. Que loucura! Salò está completando 40 anos. Em novembro, serão 40 anos da morte de Pasolini. E o filme, que não ganhou nada, nenhum prêmio, na estreia, agora obtém reconhecimento. O que isso quer dizer? Pasolini vive!

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