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E o Homem de Ferro, hein? Saiu da armadura!

Luiz Carlos Merten

27 de abril de 2013 | 11h11

RECIFE – Em Cancun, Rodrigo Salem já havia me achado animado demais ao saber que praticamente emendaria o Summer of Sony com o Cine PE, que começou ontem à noite. E ainda saio daqui para o evento do cinema francês no Rio, para entrevistar – de novo – Benoit Jacquot e Léa Seydoux, do belo Adeus à Rainha, tudo isso antes de Cannes, que ontem anunciou mais um filme, o novo Jim Jarmusch. Cheguei em São Paulo na manhã de quinta e confesso que foi um dia difícil. Estou no Estadao há 23 anos, indo para 24 (em maio). Durante todo este tempo, acostumei-me a uma rotina. Chegava de manhã cedo, fazia os filmes na TV, ia a alguma cabine, almoçava, voltava à redação. Nosso fechamento era às 14h30, agora passou para as 7 da noite. Não tenho mais os filmes na TV, cortados na nova repaginação do Caderno 2 dentro do jornal como um todo. O que há agora é uma coluna que mal dá para fazer um destaque. Meu amigo Dib Carneiro, que já foi meu editor, diz que estou puto porque tiraram meu brinquedo preferido. Pode ser que tenha razão, mas os leitores também, pelo menos nos primeiros dias, reclamaram bastante. Estou considerando fazer os filmes na TV para o online, para meu divertimento pessoal. Mas a verdade é que na quinta se juntou tudo – um monte de matérias, a mudança de horário, o jantar. Fui dormir tarde (ou cedo, no dia seguinte). Na sexta, viajava às 10h20 para o Recife, por Garulhos. Passei antes no jornal para produzir o texto sobre o belo filme de Malu de Martino Margaret Mee e a Flor da Lua, corri para o aeroporto, foram três horas de voo. Cheguei à tarde, por volta das 2. E ainda tive de fazer check-in no hotel, achar um cinema para ver Homem de Ferro 3, correr a uma lan house (no Shopping Beira-mar) e enviar a matéria, tudo antes das 7. Dali corri para o Centro de Convenções de Olinda, transformado em Cine-Teatro Guararapes, para a noite de abertura do 17.º Cine PE. Tudo bem animado, como diriam Rodrigo Salem. Vamos por partes. Gostei de Homem de Ferro 3, em que o diretor Shane Black tira o herói da armadura – a desmistificação do personagem pega claramente carona na trilogia de Christopher Nolan com o Batman -, não gostei dos filmes da abertura do Cine PE, mas acho que os curtas (12:40, Íris e Joana) dialogaram entre si de forma interessante, no tópico da experimentação, e Giovanni Improtta tem um número sensacional de ator do próprio diretor, José Wilker, que cria um personagem (de Aguinaldo Silva) que faz a síntese do Homem da Capa Preta, do Lorde Cigano de Bye-Bye Brasil e até de Roque Santeiro, muito legal. O post estende-se e eu gostaria de falar dos filmes que vi no avião, voltando de Miami (meu voo foi via EUA). Leiam no próximo.

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