As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

E o Globo de Ouro, hein?

Luiz Carlos Merten

08 Janeiro 2017 | 22h54

RIO – Fui à redação do Estado fazer minha capa com a entrevista de Luiz Fernando Carvalho – que vai para dentro e será substituída, em São Paulo, pela cobertura do Globo de Ouro. Estou num hotel que não tem TNT e, embora tenhamos tentado, Dib e eu, 1001 formas de acompanhar a cerimônia, não deu. Fo…-se a TNT e o Globo de Ouro. Foi-se o tempo em que o prêmio podia ser considerado prévia do Oscar. E os tais correspondentes estrangeiros de Hollywood não estão com nada. Mais parecem o crioulo doido do samba de Sérgio Porto. No ano passado, selecionaram Perdido em Marte, de Ridley Scott, como finalista para melhor comédia ou musical. Pode? Este ano, como sempre, temos cinco indicados para melhor drama e cinco para comédia. Desses dez, deveriam sair os cinco indicados para melhor diretor, mas os correspondentes conseguiram selecionar apenas três dos dez. Os dois restantes são de filmes que não entraram em nenhuma lista. Como? Os caras são o ó. Somando-se a isso o fato de que os próprios distribuidores cagam para o Globo de Ouro e nem mostraram para a imprensa Manchester à Beira-Mar e La La Land, favoritos para drama e comédia, não consigo estar triste por não participar da cobertura. Não conseguiria opínar, exceto para filme estrangeiro. Creio que vai dar Toni Erdmann, de Maren Ade, mas eu votaria no iraniano – O Apartamento, de Asghar Farhadi – que revi ontem, e do qual gosto mais.