As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

E não é que Tarzan está voltando?

Luiz Carlos Merten

25 de março de 2014 | 13h30

Ao me dar ontem o novo pacote de DVDs da Cult, Antônio Gonçalves Filho me atiçou ainda mais ao mostrar o que, para mim, é um filé. Já disse que a Coleção Terramarear, com seus Edgar Rice Burroughs, Eugene Sue e Rafael Sabatini, encheu meu imaginário, quando garoto. Guardo até hoje não apenas a lembrança dos livros de Tarzan, meu preferido, como trechos inteiros que me marcaram e que conseguiria repetir – como os diálogos de Marguerite Duras, em Hiroshima, Meu Amor, a obra-prima de Alain Resnais.  Tarzan prestando seu tributo a Nemone, sob a lua africana; os homens-leopardo anexando as garras em Kitty, que será sua sacerdotiza; La, a sacerdotiza de Opar… Mais tarde descobri Emilio Salgari e Sandokan, mas Tarzan sempre permaneceu num nicho muito especial. Tarzan no centro da Terra, na corte arthuriana, no Império Romano – nunca houve limites para a imaginação de Edgar Rice Burroughs. Não faz muito tempo, bati num monte de sebos, tentando encontrar exemplares da velha Terramarear. Não consegui. E agora, Antônio Gonçalves me mostrou a edição encadernada que a Zahar vai lançar de Tarzan, o Filho das Selvas. O começo de tudo, e com ilustrações. Disse-me ele que vai ser o começo e a editora pretende relançar TODO Tarzan. Mal consigo esperar. Será meu tempo reencontrado, serão as minhas madeleines. O revival de Tarzan pega carona no centenário do personagem, mas o primeiro livro, ou me engano muito ou é de 1913, As Feras de Tarzan. Na época, Edgar já iniciara a série Barsoom, com as aventuras galácticas de John Carter. O revival de Tarzan ocorre também no cinema e a Warner está colocando recursos monumentais à disposição de David Yates para que o diretor dos últimos filmes da série Harry Potter ressuscite o rei das selvas. Estou amando tudo isso.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.