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É hoje ou nunca – resgatar Michel (fora o outro!) Deville

Luiz Carlos Merten

14 Dezembro 2016 | 10h17

Fui ver ontem Rogue One – Uma História Star Wars e nem tive tempo de dar conta da minha euforia pelo filme de Gareth Edwards. Havia um embargo que caiu e corri para enviar um texto para o portal. Depois, foi o de sempre. A capa do Clint (Sully) foi trocada, tinha o material do dia, um jantar à noite e, neste quadro, o fechamento foi antecipado, o que me obrigou a correr mais um pouco. Deus me ajude! Adoro esse estresse. Rogue One. Adorei a garota, Felicity Jones, e acho que forma uma bela dupla com Diego Luna. Para completar, adorei o novo trailer de Guardiões da Galáxia, com o deus Chris Pratt, Zoe Saldana, o guaxinim e Groot, o homídio, homem-árvore. Esse James Gunn não é mole. Vem – espero – grande diversão por aí. Gostei tanto de Rogue One – mmmuuuiito melhor que Episódio VII O Despertar da Força – que fiquei pasmo quando Guilherme Sobota me disse que The New Yorker e The New York Times caíram matando no filme. Ação medíocre, roteiro infantil. Críticos! Não entendem nada. Estou querendo postar sobre o Clint, que vi numa cabine em Alphaville, na segunda, mas vou ficar devendo, mais uma vez. Gostei, mas não sei se é o filme que as pessoas vão querer ver após a tragédia da Chape. E, pegando carona na Sight & Sound de novembro, com David Oyelowo na capa, existem outros resgates que quero fazer. O revista usa o lançam,entyo em DVD de The Bloodstained Butterfly e a uma retrospectiva de Duccio Tessari para repensar o autor italiano. Duccio Tessari! Arrivano i Titani, Os Filhos do Trovão, de 1961, com Giuliano Gemma e Jacqueline Sassard, é uma das maiores aventuras do cinema. E Una Farfalla con le Ali Insanguentati, de 1971, está à altura, se não é superior, ao melhores gialli de Dario Argento e Sergio Martino. Outro lançamento – Raphael, Le Debauché ou O Libertino, no Brasil – também fornece as ferramentas para resgatar Michel Deville. Ce soir ou jamais, Essa Noite ou Nunca. Deville, sua ex-mulher e roterirista, futura cineasta, Nina Companaez. É todo um cinema à margem da nouvelle vague que veio se afirmar por meio de comédias que Jean Tulard chama de ‘levianas’, mas sabe que não são. Maurice Ronet, Françoise Fabian, a França da Restauração. E, de fundo musical, Bellini. O Libertino é um regalo, mesmo que o ‘meu’ Deville seja Benjamin, também de época. O Despertar de Um Adolescente, com Pierre Clementi e Catherine Deneuve. Nada menos 68 que esse filme. Nada mais 68 que a libertinagem inserida em suas imagens de alcova.