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E essa?

Luiz Carlos Merten

21 de novembro de 2015 | 11h50

RIO – Na quinta, fiz, de casa, um monte de matérias para o online e emendei, no começo da tarde, com a sessão de Malala, para fazer o texto sobre o longa de Dasvis Guggenheim que saiu ontem no Caderno 2. Cheguei tarde na redação e mal pude acompanhar a história do Chatô. Depois daquele monte de gente querendo tripudiar – o filme cujas contas estiveram sob suspeita durante tanto tempo não poderia ser bom, mas é -, chegou a vez de a família pedir a interdição do filme sob sei lá que alegação. Meus percalços de ontem foram tão grandes que fiquei sem saber como anda a história. Sei que Fernando Motrais, autor do livro, tomou a defesa de Guilherme Fontes, o diretor, mas espero que nenhum juiz dê ganho de causa, até porque o filme não é nem pretende ser biográfico, factual, mas uma ‘interpretação’, e como tal, sendo carnavalesca e desmistificadora, era só o que faltava o excesso ser tomado como ‘realismo’. O gênio de Guilherme Fontes em Chatô está em construir aquele tempo no qual Chatô se inscreve, não como homem, mas como mito e instituição nacional. Pegando o formato do julgamento, vai para o trono ou não? Permanece nas telas, ou não? É tanta coisa, tanta gente conspirando contra Chatô que o destino do filme parece ser virar cult. Lenda – como Limite?