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E Claude Rich deixou sua marca. Discreta, mas eficiente

Luiz Carlos Merten

23 de julho de 2017 | 13h24

Em 2008, aos 79 anos, Claude Rich ganhou o prêmio Henri Langlois por suas escolhas de papeis e ‘pela especificidade de seu percurso cinematográfico’. Ele ganhou o César de melhor ator e outro Oscar francês por sua carreira. Recebeu inúmeras indicações para o César, o Molière. Recebeu prêmios da crítica e em festivais (Eu Te Amo, Eu Te Amo, de Alain Resnais, em San Sebastian). Claude Rich nunca foi um astro como Jean-Paul Belmondo ou Alain Delon, mas foi certamente um ator importante, que se destacou no teatro, na TV e filmou com praticamente todo o cinema francês. Resnais (vários filmes), François Truffaut, Claude Chabrol – a geração nouvelle vague. E René Clair, Julien Duvivier, Michel Deville, Jean Renoir, Bertrand Tavernier, Michel Boisrond, Georges Lautner, Ettore SCola, Bertrand Blier, Jean-Louis Richard, Edouard Molinaro. Foi por um filme desse último, o diretor de A Gaiola das Loucas, que ganhou seu César – Le Souper, em 1992. Claude Rich era um tipo franzino, bom para os papéis de quem observa vida, mas não para a ação, se entendem o que quero dizer. Isso não o impediu de se integrar à Resistência, servindo de ‘correio’ e até pegando em armas nos combates pela libertação de Paris, na 2.ª Guerra. Discretamente, como um passarinho, como sempre viveu, Claude Rich morreu na quinta, 20, aos 88 anos, em Orgeval, Yvelines, na França. O cinéfilo talvez nem tenha se dado conta, mas deve muito a ele, por sua prestação em filmes que fazem parte da história.

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