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E agora o Garcia Roza!

Luiz Carlos Merten

16 de abril de 2020 | 12h58

Deveria haver um corretor automático para me liberar da releitura dos posts que publico. Quando olho, ocasionalmente, encontro sempre erros de digitação, e olhem que tenho tentado cuidar, mais que nunca. Encontrei esses erros no antertior, sobre as memórias de Cannes. O pior é que não consigo simplesmente corrigir. Termino mudando. Cada post que releio vira um work in progress. Falei agora com meu editor, e Ubiratan Brasil me disse que está correndo porque morreu Luiz Alfredo Garcia Roza. Nunca tive o privilégio de falar com ele, mas o vi, numa mesa próxima à que estava, na Trattoria, em Copacabana. É um restaurante ao qual volto sempre, quando estou no Rio. Eu e minhas afinidades afetivas, seletivas. Garcia Roza! Nosso mestre da literatura policial, do noir copacabanense. O delegado Espinoza, Antônio Fagundes como Vieira em Achados e Perdidos, de José Joffily. Berenice, a que procura (e o que encontra desestabiliza sua vida familiar). A boa versão de Allan Fiterman com Cláudia Abreu e a trans Valentina Sampaio. A semana está sendo dura para as artes do Brasil. Foram-se Morais Moreira, Rubem Fonseca, outro mestre do policial, criador de Mandrake, e agora o Garcia Roza. Reclamei num post anterior sobre o silêncio do coiso sobre essas perdas. Caiu minha ficha – a secretária de Cultura, afinal é a área dela, tem se manifestado? Duvido muito. Regina Duarte não tem a menor possibilidade de ser atropelada pelo trem porque não entra na linha nem a pau.

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