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E a regra do jogo não muda

Luiz Carlos Merten

03 de maio de 2020 | 15h45

Com o título de Arquitetura da Devastação, recebi a matéria de Felipe Werneck no site The Intercept Brasil, sobre a queda, no atual governo, da destruição de equipamentos usados em crimes ambientais. A medida é legal, prevista em lei, mas desde quando o o ‘eu quero, eu mando, eu sou a Constituição’ reconhece limites? Bolsonoro usa o mandato que recebeu no bojo do antipetismo para fazer o que convém a seus assiociados criminosos ambientais. Com a destruição, as autoridades interrompem o dano ambientasl e causam prejuízos materiais severos aos criminosos do meio-ambiente. Ou seja, a destruição prejudica os negócios ilícitos. Leiam a matéria do Felipe, meu ex-colega no Estado. É muito bem detalhada e fundamentada, rica em números que confirmam o que ele está dizendo sobre desmatamento e garimpos ilegais, que só aumentam nessa pátria dita amada. Os temas também estão presentes na minissérie Aruanas, às terças na Globo (TV aberta) e integralmente no GloboPlay. Tive problrmas com minha internet neste domingo. Conseguia acessar o Google para fazer pesquisas, mas não o e-mail, nem o blog. Era um problema local, porque, de longe, outras pessoas puderam acessar minha caixa. Esquisito. Ontem à noite, no Jornal Nacional, vi a carta aberta de Sebastião Salgado, que teve apoio de personalidades de todo o mumndo (Madonna, Paul McCartney, Meryl Streep, Brad Pitt, Alejandro González-Inárritu, etc) e resultou num vídeo do militante ambiental Fernando Meirelles, em defesa dos povos indígenas que correm o risco de ser dizimadas pelo novo Coronavirus e pelo virus maior, instalado no centro (centrão?) do governo. Fiz hoje mais um texto para a série Clásssico do Dia. A Regra do Jogo! O olhar de Jean Renoir sobre a sociedade ilógica, irresponsável e cruel, definição dele, que retratou no filme que representava a França de 1938/39, que iria se entregar ao nazifascismo no governo colaboracionista de Vichy. ‘Pessoas sinceras são muito chatas’, ‘Vivemos um tempo em que tudo virou uma grande mentira’. São frases de La Règle du Jeu, ou do Brasil em 2020? Cá estamos nós, sob essas novas (novas?) regras do jogo.