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E a Framboesa de Ouro, hein?

Luiz Carlos Merten

08 de fevereiro de 2020 | 10h44

Haviam me pedido, no jornal, um texto com prognósticos sobre o Framboesa de Ouro, mas o assunto terminou esquecido e ontem minha tarde foi mesmo muito agitada. O prêmio, que será atribuído esta noite nos EUA, contempla os piores do ano. Me lembrei do assunto, lancei uma pesquisa no Google e encontrei que se trata da disputa mais acirrada dos últimos tempos, com três filmes disputando as indicações. O novo Rambo, Até o Fim, o reboot de Hellboy e Cats estão na linha de frente. Confesso que acho divertido, mas também me parece uma perda de tempo. Bad movies we love, bad movies que a gente vê, apesar de tudo. Stallone e o Hellboy são casos perdidos, seria como gastar pólvora em chimango, como se diz no Sul. As candidaturas de Judi Dench (por Cats) e James McAvoy (Vidro) me parecem mais interessantes porque a Dame, principalmente, é uma verdadeira instituição do teatro e do cinema de língua inglesa. Judi, pior atriz? Tenho certeza de que ela leva na esportiva e até deve dar boas risadas no chá com as amigas Joan Plowright e Maggie Smith. A Fambroesa só vale quando grandes artistas fazem porcaria. De minha parte, tenho um filme e um ator que considero imbatíveis. Até tentei gostar de Projeto Gemini, de um diretor tão grande quanto Ang Lee, mas Bad Boys – Para Sempre derrubou essa vaga simpatia. Will Smith é um sujeito carismástico, talentoso, mas aquela versão jovem dele – o clone -, não sei se se pode dizer que é ele representando, entrou para os anais. A tecnologia não funcionou, o guri tem olhos de peixe morto, é o ó. O Rambo até me diverti, confesso, embora seja horrível. Cats, achei despedaçante o número da Jennifer Hudson, Memory, por mais esquisitos que sejam aqueles gatos humanoides. Mas Projeto Gemini… Sorry, Ang Lee, mas não tem perdão.

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