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E a dona Nenê, hein?

Luiz Carlos Merten

05 de agosto de 2013 | 16h41

RIO – Aqui estou, desde ontem. Para ir logo aos fatos, participei pela manhã da coletiva de lançamento do projeto de Rio I Love You, co0m as equipes dos dois primeiros episódios que serão rodados esta semana – os de Carlos Saldanha e Im Sang-soo, o diretor coreano de Housemaid. Saí do Teatro Municipal, locação do segmento de Saldanha, e corri para o Hotel Pestana, em Copacabana, para outra coletiva, a de Vendo ou Alugo, à qual se seguiram entrevistas com a diretora Betse de Paula, a produtora Mariza Leão e a atriz Marieta Severo. Gosto muito do filme que venceu o Cine PE, mas a sensação da coletiva foi Marieta. Logo no começo do filme, ela fuma um baita baseado – um charutão. Pegando carona na legalização da droga – a maconha – no Uruguai, todo mundo quis saber de dona Nenê, perdão Marieta, como a mãe ética e dedicada de A Grande Família se posiciona diante do assunto. O filme marca uma tomada de posição? Marieta não procurou minimizar nem se abster, mas disse que o tema da droga é um dos ‘n’ assuntos que Vendo ou Alugo aborda para refletir o Brasil atual, o que faz muito bem. Sobre a droga, especificamente, ela poderia falar por si. Marieta Severo é a favor da legalização. O assunto deve repercutir nas redes sociais. Uma boa ideia para o futuro de A Grande Família seria a piração de dona Nenê. E se mamãe…? Já pensaram, naquela família? Marieta ri. Conversamos sobre o filme, ótimo, sobre os 13 anos do programa de sucesso da Globo e sobre a peça que ela estreia em setembro no Teatro Poeira. Baseia-se no texto que deu origem ao filme Incêndios. O filme era bem bacana – outro dia escrevi a palavra e me disseram que ela entregava minha idade. Hoje, na coletiva de Rio Eu te Amo, Rodrigo Santoro, que não é exatamente um sessentão,. como eu, empregou exatamente quatro vezes o termo. Sinto-me liberado para continuar a usá-lo. Vendo ou Alugo é bacana. Marieta Severo é superbacana.

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