As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Dez +

Luiz Carlos Merten

26 Dezembro 2014 | 22h33

Essa lista é a minha, que fiz para o Portal. Meus melhores do ano que se encerra, incluindo os cinco do Estado mais outros cinco.

Praia do Futuro, de Karin Ainouz. O Capitão Nascimento perde sua alma mas reencontra o afeto do irmão. Sublime desconstrução do heroísmo. Grande Jesuíta Barbosa.

Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki. A Montanha Mágica em versão japonesa e animada. Voar, ao contrário do que dizia Robert Altman, não é só com os pássaros.

Mommy, de Xavier Dolan. 25 anos, cinco filmes. Uma obra cada vez melhor e mais consistente. Se Dolan começou querendo matar a mãe, aqui lhe confere a revanche. Magnífica Anne Dorval.

O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson. Num ano com tantos filmes sobre família de sangue, o excêntrico Anderson filma a do coração. M. Gustave. Ralph Fiennes bem poderia ir para o Oscar.

Interestelar, de Christopher Nolan. A sombra de Escher. Os labirintos do tempo e do espaço. Um pai eternamente jovem reencontra a filha idosa. A sensação é de estar diante do monolito negro de Stanley Kubrick.

O Ciúme, de Philippe Garrel. Cenas de um casamento francês. Ela quer mais do que ele pode lhe dar. Só o amor não basta. Os ‘Garreis’, pai e filho, fazem a autópsia de uma relação.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro. o garoto cego e gay sai do armário. Mais do que um brado contra o preconceito, um brado pelo cinema. Como filmar o que os olhos não veem (o sentimento)?

Mataram Meu Irmão, de Cristiano Burlan. Como Jesuíta Barbosa, Burlan parte em busca do irmão que foi morto. Um filme de amor. Como todo documentário, uma ficção – mas toda ficção não será também um documentário?

Garota Exemplar, de David Fincher. Cenas de um casamento americano. A versão dele, a dela e a do diretor, um documentário crítico da ‘América’.

A 100 Passos de Um Sonho, de Lasse Hallstrom. Houve muitos filmes de gastronomia no ano. Esse foi o melhor. Um pouco o Ratatouille de carne e osso. O imigrante que dá a volta por cima na tradição. Helen Mirren, Madame Mallory, rainha como sempre.