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Desanimei!

Luiz Carlos Merten

22 de fevereiro de 2015 | 20h09

Cá estou, na redação do Estado, pronto para mais um Oscar. A Academia de Hollywood outorga daqui a pouco – mais algumas horas – seu prêmio para os melhores do cinema. Para o cinema deles, bem entendido. Só uma categoria, a de filme estrangeiro – em língua não inglesa -, contempla o cinema do mundo. Já estive mais empolgado com a premiação deste ano. Clint (Eastwood) leio desequilibrar a disputa. American Sniper é o melhor dos oito filmes indicados, mas não vai levar. Clint, pelo que provavelmente é seu melhor filme, nem foi indicado para melhor diretor. Encontrei ontem Inácio Araújo, que compartilha do meu entusiasmo. Clint é Clint. Nas bolsas de apostas, incluindo a minha, Birdman supera Boyhood e deve levar melhor filme, mas acho que vai dar divórcio entre filme e direção. Para Alejandro González-Iñárritu, o que seria melhor – filme ou direção? Direção, acho, para empatar com Alfonso Cuarón, que ganhou no ano passado, por Gravidade. Birdman aborda o universo da representação, que a Academia ama. Boyhood tem a originalidade do conceito de tempo, e Richard Linklater pode ser favorecido. Eddie Redmayne, o Stephen Hawking de A Teoria de Tudo, era meu favorito para melhor ator até ver – a) o Clint, e Bradley Cooper é excepcional como o sniper; e b) o Júpiter dos irmãos Wachowski, em que Redmayne está ruim demais. Deveria ter ganhado ontem a Framboesa de pior coadjuvante e, aí sim, para (re)equilibrar, poderia levar melhor ator. Com Marion Cotillard na disputa – e linda naquele vestido branco -, eu dispensaria Julianne Moore, mas é o ano dela. Enfim, falta pouco.

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