Delícias mineiras
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Luiz Carlos Merten

29 Janeiro 2014 | 17h32

TIRADENTES – Estou na fila para ver mais um longa da mostra Transições – Rio Cigano, de Júlia Zakia, que perdi no Festival do Rio. Almocei hoje em Bichinho, no Jardim da Ângela, um dos melhores (o melhor?) restaurante de comida mineira do mundo. Conversei com Ricardo Miranda sobre o belo longa dele, Paixão e Virtude, que espero que vá para a Semana de Tiradentes no Cinesesc, em março. Miranda está fazendo um cinema muito interessante e no qual, pegando carona em Gustave Flaubert, ele redefine o papel do narrador, o que é essencial num evento que privilegia a experimentação, como a Mostra de Tiradentes. Qual a função do narrador? E o que ocorre quando ele passa a agir na interioridade do personagem? É muito interessante um filme em que mais de um ator, e sem distinção de sexo, interpreta o mesmo personagem. Já falei na teatralidade de Paixão e Virtude, no post anterior, e espero ter deixado vocês com vontade de ver o filme de Ricardo Miranda, esplendidamente fotografado por Antônio Luis Mendes, de olho na contribuição que as artes plásticas, e a pintura, podem somar ao cinema. E lá vou eu para o Rio Cigano. Se der, antes do próximo programa, dou mais uma postadinha.

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