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De olho no retorno

Luiz Carlos Merten

15 de julho de 2020 | 11h47

Minha querida Marione Tomazoni vai me permitir reproduzir a pesquisa com usuários do #JuntosPeloCinema, cujo resultado recebi pelo release da agência TZM. Aqui vai.

O movimento #JuntosPeloCinema realizou uma pesquisa online com mais de 27 mil pessoas no país através da empresa Vibezz para entender a percepção sobre o retorno às salas de cinema. Com alto engajamento do público, com idade de 16 a 65+ anos, com renda de menos de 800 reais até mais de 15 mil reais por mês, a pesquisa foi respondida em todas as regiões do país.
Entre os resultados, destaca-se o fato de que o público jovem, de 16 a 24 anos, é o que mais sente falta e o que deve retornar mais rápido às salas. 75% dos jovens colocam o cinema como prioridade de entretenimento no retorno das atividades, ficando acima de passeio ao ar livre, que ocupa o segundo lugar da preferência, com 37,5% dos votos. 80% dos jovens ainda afirmam que, no futuro, a frequência de ida ao cinema deve se manter igual ou maior ao que era antes da pandemia.
A pesquisa, realizada no período de 11 a 22 de maio, também mostra que o retorno ao cinema tem uma importância significativa para o público que recebe renda de até R$ 2.165,00, por ser considerado uma opção mais econômica em comparação a outros tipos de entretenimento, como shows e teatro.
Para os cinéfilos, público que vai ao cinema mais de uma vez por mês, a volta deve acontecer logo no primeiro mês de reabertura das salas, conforme 70% das respostas. Esse público também se diz tranquilo com as medidas de segurança e bem-estar adotadas pelos exibidores.
De acordo com 70% de todas as pessoas pesquisadas, o que mais sentem falta é a experiência do cinema, algo que não é possível reproduzir em casa, e esse é o fator que mais impacta a agilidade do retorno às salas. 98% dos respondentes também associam o cinema com sentimentos positivos. As palavras mais associadas à experiência foram: diversão, filmes e pipoca.
A pesquisa teve o apoio de parceiros do segmento como AdoroCinema, Instituto de Pesquisa Boca a Boca, Comscore, FLIX Media, Ingresso.com e Velox Tickets, que utilizaram suas bases de cadastrados para disparo do link de acesso ao questionário, além da participação de exibidores e distribuidores que enviaram à sua base o convite para responder a pesquisa.

Pronto – acabou o documento e entro eu. Tenho me perguntado muito como será esse retorno, como será o ‘meu’ retorno. Também estou louco para voltar às salas e até tem um monte de blockbusters que estou disposto a ver, mas estou preocupado com os segmentos do Ademar Oliveira, do Jean-Thomas Bernardini. Os filmes autorais, independentes, de arte. A produção brasileira. Todos filmes que não se enquadram exatamente, ou facilmente, nos conceitos de diversão, pipoca e refrigerante. Está todo mundo preocupado com a viabilidade do retorno comercial. Salas com menos gente, devido ao distanciamento social, os custos de higienização, etc. As salas vão conseguir se manter? No documento anterior, o #JuntosPeloCinema anunciou que, em dez dias, divulgaria o festival com que pretende marcar o retorno, quando for liberado pelas autoridades. O prazo esgota-se neste final de semana. Saberemos os filmes? Para mim, ainda tem o problema de eu ser parte integrante do grupo de risco. Tive de fazer o teste da Covid por conta da cirurgia de sexta, 17. Saiu hoje o resultado, Deu negativo, estou zerado, mas com meus cabelos brancos não engano ninguém. Me deixarão entrar? Farão sessões para mim, como jornalista formador de opinião?

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