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De novo? Êta, cabeça dura

Luiz Carlos Merten

27 Março 2017 | 08h16

Queria tanto ter ido à pré-estreia de Intimidade Pública na Mostra Tiradentes São Paulo, ontem (domingo) à noite, mas não deu. Pela segunda vez, em menos de um mês, fui parar no hospital. Havia caído na redação, fui levado pra emergência do São Camilo, fiz tomografia. Ontem, caí em casa, no banho. Corri para a emergência do 9 de Julho, com a cabeça rebentada, uma sangueira do cão. No final, foram só três pontos, mais nova tomografia e o segundo diagnóstiço – não tenho nada na cabeça. Meus amigos adoram quando conto a história. “Sempre soubemos disso!” Minha filha ficou preocupada. Acha que ando caindo demais, mas foram coisas tão pontuais. Um escorregão do tênis no jornal, outro no tapetinho que deslizou no piso molhado, em casa. De qualquer maneira, não foi fácil. Não perdi a consciência e, enquanto caía, pensei comigo – “De novo, não!” De novo, sim. Passei o resto do dias dolorido. À medida que o tempo passava, foi surgindo a dor na costela, no quadril, na mão. Espero ter esgotado minha cota. Estou indo daqui a pouco para o Rio. Octavia Spencer dá uma coletiva no começo da tarde. Toda-poderosa! Octavia faz Deus, sua encarnação feminina, em A Cabana. Deus como uma mulher negra, de seios fartos, que escuta Neil Young no I-Phone enquanto fabrica o pão. O filme é o Nosso Lar de Hollywood, espero que minha amiga Iafa Britz, que produziu o brasileiro, veja. Permaneço no Rio porque essa história tem desdobramento para mim e ainda gostaria de aproveitar – espero ter tempo – para ver a exposição de Chico Diaz, agora (também) pintor. De qualquer maneira, espero que vocês tenham visto Intimidade Pública e que o filme tenha uma vida, para que também, possa vê-lo. Rio, lá vou eu…