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De novo…

Luiz Carlos Merten

16 de agosto de 2013 | 21h09

Vocês não vão acreditar, porque nem eu acredito. Estopu perdendo a última noite de projeções do Festival de Gramado – mas já vi os filmes, que fique claro. O festival termina amanhã, e estou cheio de expectativa para ver como se comportará o júri integrado por amigos como Amir Labaki e Kleber Mendonça Filho, e pelo grande Afonso Beato, um dos maiores diretores de fotografia do mundo. Imagino que, na competição nacional, que é a que mais importa, Kleber poderá fazer lobby pelo filme do Recife, Tatuagem. Não é dos meus favoritos, mas o elenco é porreta e merece Kikitos, no plural. Para dizer a verdade, aprecio mais o trabalho dos novatos Jesuíno Barbosa e Rodrigo Garcia que o de Irandhyr Santos, mas ele é, claro, como sempre, poderoso. Vi ontem A Oeste do Fim do Mundo, que me pareceu o melhor filme de Paulo Nascimento, o que não significa que seja ‘bom’, mas tem suas qualidades, e César Troncoso também é ótimo. Estou me dando conta agora de que o filme é ‘latino’. O brasileiro de ontem foi o Domingos, Primeiro Dia de Um Ano Qualquer, e o de hoje, A Coleção Invisível, de Bernard Attal. Vi os dois no Rio, no ano passado. Creio que o Domingos é melhor, mas dada a carreira do diretor e a quantidade de Kikitos que já ganhou, me pergunto se o júri vai lhe dar mais um, ou uns. Sinceramente, e com risco de apanhar de alguns dos amigos com quem almocei e jantei a semana inteiro, torço por Andradina Azevedo e Dida Andrade, a dupla de A Bruta Flor do Querer. Na categoria curtas, por mais que A Navalha do Avô, Os Irmãos Mai e Arapuca tenham qualidades, meu favorito é Sanã. Vou surtar se não ganhar. Mas o que dizia que nem eu acredito, no inpício do post, é que passei o dia correndo. Desci a serra gaúcha, peguei um avião, chegueri a São Paulo, fiz matéria, troquei de mala – de roupa de ionverno para verão – e estou de novo em Garulhos, a caminho de Nova York, para a junket de Hobbit 2. Estão em cartaz em Manhattan Elysium e o novo Woody Allen. Conseguirei vê-los? Lá vou eu de novo. Assim, que puder, darei notícias.

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