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Daqui a pouco… o Oscar!

Luiz Carlos Merten

24 Janeiro 2017 | 09h00

TIRADENTES – Daqui a pouco Hollywood – a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas – anuncia os indicados para o Oscar de 2017. O prêmio vai contemplar os melhores do cinemas em 2016. La La Land, o musical de Damien Chazelle, manterá o recorde de indicações do Globo de Ouro e do Bafta? Neste ano em que os negros voltam com tudo, Nate Parker receberá indicações por O Nascimento de Uma Nação ou será derrubado pela acusação de abuso sexual? E, se for, não será essa uma nova forma de racismo? Pois Casey Affleck, com aquela cara de tonto, carrega nas costas 1001 histórias de harassment. O branquelo, grande ator – é verdade -, pode? La La Land – Cantando Estações, no Brasil; História de Um Amor, em toda América Latina -, Manchester à Beira Mar e Moonlight são os mais prováveis indicados. Se não fosse aquela… comissão do MinC – preencham com o adjetivo que quiserem, mas tem de ser um que dê conta da incompetências e má fé -, poderíamos estar torcendo por Aquarius. Lembrem-se de Cidade de Deus. O filme de Fernando Meirelles foi indicado para filme estrangeiro, não ficou entre os finalistas, mas no ano seguinte voltou com indicações para direção, roteiro, montagem e fotografia (se não me engano. Eram quatro, tenho certeza.) Os três críticos do The New York Times fizeram listas dos filmes que deveriam (should be…) ser indicados. Em todas, o filme de Kleber Mendonça Filho entra, e nas categorias principais (best film, director and actress, a sublime Sonia Braga). Isabelle Huppert ganhou o Globo de Ouro, mas não entrou na lista de indicados do SAG Award, que é um prêmio do sindicato e contempla atrizes, naturalmente sindicalizadas. Mas boto fé de que a Academia corrija a injustiça e Mlle. Huppert seja indicada como atriz. Elle, sob a bandeira da França, não ficou entre os nove pré-indicados, mas poderá ser indicado para filme e direção, ou não? Afinal, Paul Verhoeven, que voltou à Europa, já foi cineasta ‘norte-americano’, com todos aqueles blockbusters. O Oscar promete. Daqui a pouco, falaremos.