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Dans Paris!

Luiz Carlos Merten

27 de maio de 2013 | 20h29

PARIS – Cá estou em Paris, desde o início da tarde. Cheguei ao hotel, me instalei e logo em seguida já estava participando do programa da rádio. Almocei com Elaine Guerini, mandei matéria para o Caderno 2 sobre as repercussão da vitória de A Vida de Adèle em Cannes, fui ao cinema (claro!) e agora me preparo para iniciar amanhã as entrevistas organizadas perla Unifrance com filmes franceses que terão lançamento próximo no Brasil. Vamos ver se Léa Seydoux não faz forfait de novo. Por mais que Steven Spielberg tenha minimizado a importância política da escolha do filme de Abdellatrif Kechiche num momento em que a França está dividida pelo tema do casamento gay – segundo ele, a questão do gênero nem foi levantada por seu júri; todo mundo embarcou na história de amor, independentemente de serem duas mulheres -, os jornais todos atribuíram grande importância à escolha. Além de uma aula de cinema, Spielberg deu aula de civilidade para toda a França. Mesmo tendo conversado com Kechiche, fiz descobertas que compartilho com vocês. Há alguns anos, o Festival de Cannes recusou O Segredo do Grão, e quando o filme estourou Thierry Frémaux desculpou-se que o tinha visto numa cópia de serviço etc. Acho que isso diz mais sobre Cannes do que simplesmente parece uma piada. O festival vive falando em abertura paras os jovens, mas quase não aposta neles, preferindo os nomes consagrados. Para se redimir,  diretor artístico de Cannes viu Adèle em outra cópias de serviço na véspera do anúncio da seleção oficial e bancou o filme de Kechiche, mesmo achando que era longo demais e sugerindo que o cortasse (o que o diretor fez, ‘reduzindo’ A Vida de Adèle para 3 horas – eram, 4, ou quase). Estou recusando um convite para ir a Estocolmo no fim de semana. Termino na sexta a série de entrevistas e no sábado já quero voltar ao Brasil. Havia me programado paras ir a Ouro Preto, para o CineOP, mas as data emenda com o Lone Ranger, que vai me levar a Santa Fé. Entre uma entreviksdta e outra em Paris, quero ver se assisto, a partir de quarta, a filmes das seções Um Certain Regard e Semana da Crítica, que começam a ser exibidos aqui em Paris. Há também uma grande exposição dedicada a Jacques Démy na Cinemateca. Hásem,pre muito o que ver por aqui, e uma das atrações é a reestreia de Quelque Part dans la Nuit, Somewhere in the Night, de Joseph L. Mankiewicz. Só para a informação de vocês, durante a entrevista com ele, em Cannes, Alexander Payne disse ao grupo – nem lembro como o assunto surgiu – que havia assistido a Cleópatra. Disse-lhe que amava o filme de Mankiewicz e, quando a entrevista acabou, para desespero da assessoria, ficamos como dois compadres falando (bem!) do filme.

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