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Coração de estudante

Luiz Carlos Merten

08 de junho de 2019 | 21h12

Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar…
Confesso que, apesar das duas cuidadoras que se revezam durante o dia, o Carlos, com sua físio duas vezes ao dia, e a Lúcia, que tem alternado a noite com ele – minha casa nunca foi tão movimentada -, tenho tido meus momentos de tristeza e solidão. Fazem parte. Minha vida mudou, tenho de encarar isso. O cinema tem ajudado bastante. Havia feito um destaque nos filmes da TV para Coração de Cavaleiro, e hoje, com meu coração (babaca?) de estudante, assisti com grande prazer ao longa de Brian Helgeland com Heath Ledger como o cavalariço – um homem do povo – que sonha ser campeão num torneio medieval de liça. O que faz a diferença é Paul Bettany como Geoffrey Chaucer e o autor dos Contos de Canterbury é o narrador da história, que, na ficção de Helgeland, vira o cantor da gesta de William, o personagem de Heath. Perdi a conta das vezes que vi o filme na TV, e ele sempre me provoca uma euforia. Também revi ontem, ainda no hospital, Finding Neverland, Em Busca da Terra do Nunca no Brasil, e o filme de Marc Forster é sobre o processo criativo de J.M. Barrie e como ele deu vida a Peter Pan. Tão bonito, e com um dos melhores papeis de Johnny Depp. Perdi-me no horário, e terminei não revendo outro Forster que queria muito – O Caçador de Pipas, adaptado do romance de Khaled Hosseini. Daqui a pouco tem Ponto de Vista, o thriller político (puzzle?) de Pete Travis com Matthew Fox, de Lost, que nunca vi (a série). Minha noite ainda vai longe.

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