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Como se filma a poesia?

Luiz Carlos Merten

04 Julho 2015 | 23h31

Não estou conseguindo dar conta de um monte de coisas boas que têm ocorrido ultimamente. Fui ao Rio para entrevistar John Green e Nat Wolff, do filme Cidades de Papel, que estreia quinta. Gostei do filme e mais ainda dos entrevistados. John Green virou o porta-voz dos jovens. Escreve sobre e para eles. Senti-me o vovô na coletiva no Copacabana Palace. Só havia gente jovem, de blogs, principalmente. Mas não me intimidei. Sabia que minha hora era a one a one. Fui logo dizendo o que já escrevi aqui no blog. Cidades de Papel situa-se no ponto de encontro de Stand By Me/Conta Comigo, de Rob Reiner, com The Breakfast Club/O Clube dos Cinco, de John Hughes. Ganhei os dois na hora. Foram muito simpáticos. A entrevista foi gravada e espero que vá ao ar na TV Estado. Fiz outras entrevistas que me agradaram. Com Michel Ocelot, de Kirikou e os Homens e as Mulheres, falei por telefone. Com Serge Toubiana, a entrevista foi por e-mail, sobre o evento François Truffaut que houve na Cinemateca Francesa e vai aterrissar em São Paulo na semana de 12 (de julho). E hoje encontrei-me com Manuel Basoalto, diretor de Neruda. Falamos de… Chile. Como se dá voz a um poeta, como se filma a poesia? Valorizando a palavra, fazendo dela o centro das mise-en-scène. Foi o que Basoalto fez. O filme dele teve sessão na manhã de sábado no Clube do Professor, no Arteplex Frei Caneca. Encontrei Adhemar de Oliveira, que me deu conta dos números. Minions, dublado, arrebentou no Frei Caneca. Divertida Mente, legendado, tem lotado do Espaço Augusta. E Jurassic Park vai muito bem, obrigado, aonde quer que esteja passando. Para minha tristeza, Muitos Homens Num Só vai indo mal. Gosto do filme de Mini Kertis e de suas referências – Arsène Lupin e O Ladrão Aventureiro/Le Voleur, de Louis Malle, mas o público não está correspondendo. Como pode ser que ajude, publico aqui o que me disse um olhar estrangeiro. Querendo conferir a sala em que sala seu filme vai estrear (na quinta que vem), Manuel Basoalto visitou o conjunto de salas do Arteplex e viu parte de Muitos Homens. Achou muito bem feito, muito bem fotografado e com uma direção de arte primorosa. Tomara que o comentário ajude a chamar público para Muitos Homens Num Só. O filme e sua bela diretora merecem!