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Coisas mais estranhas? Não conta comigo!

Luiz Carlos Merten

23 de setembro de 2017 | 13h31

Alessandro Giannini tira a maior onda e diz que nada entrega mais minha idade que quando, falando de It – A Coisa, cito Conta Comigo/Stand by Me, que Rob Reiner adaptou de Stephen King nos anos 1980. Há 31 anos! A maioria do público da fantasia de terror do argentino Andrés (Andy) Muschietti ainda nem era nascida. Giannini diz que, para os jovens, a referência é a série Stranger Things, que eu, naturalmente, nunca vi. De tanto ele falar fui fazer uma pesquisa. O menino desaparece e a mãe, a polícia e os amigos confrontam forças desconhecidas ao procurá-lo. Sinto, mas não é a mesma coisa. Os pais de It são ausentes, a polícia nem se fala e o grupo é o de amigos – quatro garotos, incluindo um gordinho -, como no Rob Reiner. Vou continuar citando Conta Comigo e, para mim, renitente como sou às séries, é só mais uma prova de que essa superioridade ‘dramatúrgica’ da TV sobre a produção de Hollywood é fantasia de quem não percebe que é tudo coisa já criada e reciclada ao gosto do dia, em capítulos como nas novelas. Não estou criticando, só constatando. E quanto ao It, são dois filmes. Um é obra-prima, a história dos garotos e seus medos. O outro, o do palhaço, para ilustrar o medo, é OK, mas assusta muito menos que o desfecho de Annabelle 2, que é mmmuuuito creepy.

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