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Cinema essencial

Luiz Carlos Merten

25 de outubro de 2013 | 11h29

Leon Cakoff sempre detestou qualquer tipo de comparação que eu fizesse entre a Mostra dele e o Festival do Rio. Não me interessa comparar os dois eventos, mas fazer uma autocrítica. No Rio, durante duas semanas, foico por conta do festival, dos filmes, das entrevistas. Aqui, estou em casa, na redação e sem,pre existe a vioda cotidiasna para administrar. Queria ver o filme de Lucia Puenzo na cabine de imprensa, pela manhã, mas meu chuveiro (a gás) não funciona e aqui estou, durante quatro horas, esperando o técnico que não chega. Ontem, fui ver Meu Passado Me Condena e depois fiquei caçando Fábio Porchat, colunista do Estado e astro da comédias dirigida por Júlia Rezende. Tentei falar com a própria Júlia, por telefone. Fiz a capa de hoje do Caderno 2, sobre o segundo fim de semana – o mais movimentado – da Mostra, fiz o texto de dentro, o destaque de TV e fiquei pelo Meu Passado. Consegui colocar o ponto final às 6 da tarde. Fui ver o documentário sobre Bernardo Bertolucci, jantei com Dib Carneiro e minha filha Lúcia e lá se foi a quinta. Mais um dia, ou menos um dia, na visão fatalista de  Mário Peixoto. Quando o tal técnico chegar, e sair daqui (quando?), terei de correr para a redação, paras fazer o material do dia, do domingo, e às 6 da tarde já terei de estar no CineSesc para encontrar Eduardo Coutinho, que, na sequência, vai autografar o livro que leva seu nome. Queria rever, e não porque tenha gostado muito – pelo contrário -, 3X3D. Quem sabe, à meia-noite? Nesse corre-corre, e por conta de uma foto que não foi feita – reunindo Joanna Lombardi e Samantha Fuller -, ainda não consegui publicar a matéria que fiz com as filhas de Francisco Lombardi e Samuel Fuller. Já havia feito matéria com Samantha pelo telefone, quando houve a retrospectiva do pai dela, no CCBB. Foi muito bacana vê-las falar dos pais, logo eu, que sou pai também. Em 1990, Lombardi ganhou o Prêmio das Américas no Festival de Montreal. E quem foi que ganhou o prêmio este ano? Joanna, com Casadentro, que fez com a mesma atriz de Caidos del Cielo, dirigido, há 33 anos, a idade de Cristo, por seu pai. A atriz, agora idosa, chama-se Elide Brero. Ainda não consegui ver o grego Miss Violence, que pode ser muito bom – tenho ouvido falar bem e mal -, mas tenho para mim que os melhores filmes da 37.ª Mostra são os de Joanna e o de Jia Zhang-ke, A Touch of Sin, que passa amanhã. Casadentro vai ficar entre os finalistas para o prêmio Bandeira Paulista? Renata Almeida anuncia amanhã os filmes que vão concorrer e apresenta o júri, integrado por meu querido Sergei Loznitsa e por Monique Gardenberg, entre outros artistas a quem admiro. Espero, sinceramente, que Casadentro faça parte do lote.

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