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Cine PE!

Luiz Carlos Merten

31 de julho de 2019 | 16h23

RECIFE – Cá estou, e pela procedência vocês já sabem por quê. No Cine PE, que começou segunda, mas estava preso em São Paulo, onde tinha compromissos segunda e terça. Estou no quarto do hotel, terminando meu material de amanhã para o jornal, mas não resisto a postar. Termina hoje o Festival Latino e não estarei no CineSesc para as homenagens a Patricio Contreras, Léa Garcia, Tata Amaral e Cláudia Priscilla. Nesta quarta também sai a premiação e eu vi filmes dos quais gostei muitíssimo – No Coração do Mundo, mais uma obra poderosa dos meninos de Contagem, que estão fazendo um dos melhores cinemas do mundo, não apenas do Brasil; o Cristiano Burlan, Ensaio sobre Um Crime, maravilhoso; o da Sinai Sganzerla, A Mulher da Luz Própria, em que a autora usa sua mãe, Helena Ignez, para radiografar o Brasil e seu cinema; o cubano A Música das Esferas, de Marcel Beltrán, que conta a história de amor dos pais dele. Garota rica apaixona-se por rapaz negro, a família dela é contra, sofrem todo tipo de incompreensão e preconceito, mas ficam juntos. Sou esse romântico incurável que acredita no amor e prefere sofrer a fechar seu coração. Puta história bonita, a do filme, claro. Sigo amanhã dando conta das novidades do Cine PE, os filmes que vou ver daqui a pouco. A retrospectiva em homenagem aos 80 anos de Antônio Pitanga, amanhã na Cinemateca, aí em São Paulo. A estreia de Hobbs e Shaw, o spin-off de Velozes e Furiosos, a que assisti ontem na cabine da Universal (e me diverti muito com toda a parte final em Samoa). Jessica Quinalha, da assessoria da Universal, me passou dados impressionantes. Velozes 7 quase bateu 10 milhões de espectadores no Brasil, o 8 fez 8,5 milhões, toda a série fez mais de 31 milhões de pagantes no País e em todo o mundo Fast and Furious superou estratosféricos US$ 5 bilhões. Entendo perfeitamente a empatia porque, se eu, que não curto carros nem motos, gosto, que dirá os fãs de rachas. Achei hilário o Idris Elba como vilão – e anunciando-se como Superman negro para compensar a indecisão da indústria em referendá-lo como futuro 007. Também adorei a mamma samoana de Dwayne Johnson, que poderia ser a mãe de Jason Momoa e, aliás, a Jessica me contou que ele chegou a ser anunciado para Hobbs e Shaw, mas não foi confirmado certamente porque seu cachê subiu muito após o estouro de Aquaman. A mamma imensa trata seus brutamontes como crianças e coloca ordem na casa, muito legal. E ainda tem Helen Mirren, a rainha!, como a mãe presidiária de Shaw e Hattie/Vanessa Kirby.

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